quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Randolfe diz ser comprometido e que Bolsonaro 'não faz o tipo dele'

Pela primeira vez desde o início da CPI da Covid, Randolfe, que é vice-presidente da comissão, respondeu aos ataques pessoais dirigidos a ele pelo presidente Jair Bolsonaro.
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O vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, senador Randolfe Rodrigues (Rede/AP), disse, nesta quarta-feira (21) que é constantemente assediado pelo presidente Jair Bolsonaro, mas completou de forma irônica que é comprometido e o presidente não faz o tipo dele.

“Ele me chama de saltitante, não ligo, mas preciso dizer ao presidente que estou namorando, o nome dela é Priscila, e ele não faz o meu tipo”, afirmou Randolfe em entrevista para um canal de entrevistas do youtube.

Randolfe revelou ainda que na próxima semana um grupo de senadores da CPI, liderado pela senadora Simone Tebet (MDB/MT), estará em São Paulo para uma reunião com juristas que vão ajudar a CPI na definição dos crimes que serão imputados a autoridades, empresários e especialistas que são investigados pela comissão. No total são 14 pessoas que são investigados.

Uma outra frente de trabalho que a CPI prevê para enfrentar no recesso parlamentar, que vai até o dia 3 de agosto, é a de diligências, sendo que a primeira deve ser realizada no Rio de Janeiro, onde será ouvido em sessão secreta o ex-governador fluminense Wilson Witzel (PSC).

No retorno dos trabalhos, o primeiro a ser ouvido será o reverendo Amilton Gomes de Paula, da ong Secretaria Nacional de Assuntos Humanitários (Senah). Foi o reverendo, com a ajuda do coronel da reserva do Exército Hélcio Bruno, do instituto bolsonarista Força Brasil, que intermediaram os contatos entre representantes da Davati Medical Suplly, Cristiano Carvalho e Luiz Paulo Dominguetti, com representantes do Ministério da Saúde para uma suposta venda de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca.

“Queremos entender como, no momento em que morriam mais de três mil brasileiros por dia, o ministério, ao mesmo tempo em que não respondeu a mais de cem e-mails da Pfizer, negociava com esses picaretas por meio de um reverendo e um coronel da reserva”, afirmou Randolfe.

Texto: Gerson Severo Dantas

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