quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Processo que investiga David Almeida vai parar nas páginas de O Globo

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O jornal O Globo publicou ontem (19/10) a reportagem sobre a paralisação do pedido de investigação contra o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM). A ação, movida pelo Ministério Público do Estado (MP-AM), apura possível improbidade administrativa em viagens realizadas pelo prefeito com empresários a balneários turísticos do Caribe.

Protocolado em setembro de 2024, o processo já foi redistribuído cinco vezes entre desembargadores e está há mais de um ano sem decisão sobre o prosseguimento, evidenciando lentidão do tribunal em casos envolvendo autoridades locais.

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Segundo a matéria, o MP-AM pediu que o TJAM apurasse a suposta utilização de recursos públicos em viagens privadas, destacando o uso de passagens e hospedagens custeadas por empresas contratadas pela prefeitura.

Entre as companhias citadas está a W.O. Lima (Uniplan), que já havia sido alvo de questionamentos durante a pandemia da Covid-19, em um processo sobre compra de vacinas e insumos. O caso, porém, foi arquivado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sem punições.

A reportagem aponta que a Justiça amazonense possui um histórico de morosidade em ações contra figuras políticas influentes, incluindo ex-governadores e secretários, com processos que frequentemente se arrastam por anos.

Fontes do MP afirmam que o caso atual segue esse mesmo padrão, com movimentações burocráticas, redistribuições e ausência de despacho conclusivo.

O texto detalha ainda uma linha do tempo das viagens e decisões relacionadas. Em abril e julho de 2024, David Almeida teria participado de eventos particulares fora do país, acompanhado de empresários, enquanto a cidade enfrentava graves problemas de infraestrutura.

Em junho e agosto de 2025, o processo continuava parado, sem definição sobre abertura formal de investigação.

A matéria lembra também episódios anteriores de questionamentos sobre condutas do prefeito, incluindo acusações durante a pandemia e críticas sobre contratos com empresas ligadas a figuras políticas locais.

Analistas citados pelo O Globo afirmam que a repetição de casos sem conclusão reforça a percepção de impunidade e de seletividade da Justiça amazonense.

Em síntese, o caso ilustra o enraizamento de práticas de proteção institucional e lentidão judicial em processos envolvendo autoridades políticas no Amazonas, com o episódio do prefeito David Almeida se tornando mais um exemplo emblemático dessa realidade.

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