Diante da decisão do governo federal de reduzir, de 35% para 20% a alíquota do Imposto de Importação para bicicletas até o fim do ano, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) afirma que a principal preocupação da entidade, no momento, é “garantir que as fabricantes nacionais, que já foram impactadas de forma substancial pela pandemia, consigam manter seus postos de trabalho, assim como o restante da cadeia, uma vez que existem centenas de empresas que montam bicicletas, em todo o país, através de aquisições de componentes nacionais e importados e, agora, terão concorrência direta dos produtos importados”.
A declaração foi dada por meio de nota enviada ao RealTime1, na tarde desta terça-feira (23).
Na prática, a decisão anunciada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última quarta-feira (17) pelas redes sociais, inviabiliza a produção nacional de bicicletas.
A Abraciclo informou também que está trabalhando, juntamente com entidades e parlamentares do Amazonas, na busca por soluções e alternativas à medida anunciada pelo GECEX – Comitê Executivo de Gestão, da Câmara de Comércio Exterior – órgão ligado ao Ministério da Economia.
Padrão internacional de qualidade
Ainda segundo a entidade, as bicicletas produzidas no Polo Industrial de Manaus contam com o mesmo nível de qualidade das marcas globais, graças aos investimentos contínuos que as fabricantes têm feito em tecnologia e modernização.
As empresas vinham negociando com o Governo Federal a necessidade de se reduzir o custo Brasil e, com isso, aumentar a competitividade, paralelamente à adoção de medidas de abertura comercial.
Reunião vai discutir a redução
Na ocasião, parlamentares do estado vão entregar ao ministro um projeto de decreto legislativo que susta os efeitos do decreto presidencial que diminui, gradativamente, de 35% para 20% as alíquotas do Imposto de Impostação que incide sobre as bicicletas.
Reportagem: Lucas Raposo
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