O presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) reafirmou, várias vezes durante a visita a Manaus que é preciso um pacto entre Governo Federal, Governo do Estado e prefeituras para destravar a reconstrução da rodovia BR-319, a Manaus-Porto Velho (RO), até o final deste mandato dele. Mas o que municípios ao longo da estrada, como Manaquiri, Careiro da Várzea, Carreiro Castanho e Humaitá podem fazer para ajudar?
O prefeito do município do Careiro da Várzea, Pedro Guedes, desconfia se o pacto favorecerá a reconstrução da estrada. “Será que sai mesmo a BR-319? É uma estrada muito importante para o Amazonas, mas o tanto de dinheiro que já foi investido nela dava para fazer cinco BRs”, destacou.
Com um orçamento de R$ 111 milhões ao ano e uma população de 19.637 habitantes, conforme dados do Censo 2022 (IBGE), o Carreiro da Várzea é um dos menores municípios do Estado e tem baixa capacidade de investimento.
“Nós somos pequenos para fazer uma fiscalização naquela área, mas espero que o governo Lula faça mesmo essa estrada”, afirmou Guedes.
Já o prefeito de Manaquiri, Jair Souto, está confiante na promessa do pacto e diz que o município não só pode, como deve ajudar no combate aos crimes ambientais que travam o licenciamento da obra de reconstrução da rodovia.
“Sem dúvida nenhuma devemos trabalhar políticas publicas que não venham destruir, mas possa contribuir com a sociedade e o mundo”, destacou. “Mas o mundo tem que olhar com bons olhos para o Amazonas, vendo o ser humano. Não dá para ver a castanheira em pé, o macaco e o peixe-boi, com o povo morrendo ao lado”, analisou.
O Manaquiri tem uma população de 17.107 habitante e um orçamento de R$ 113,7 milhões e conforme Jair Souto é preciso atacar a desigualdade social como arma de combater o desmatamento e os demais crimes ambientais.
O prefeito do município de Careiro Castanho, Nathan Macena (Pros), considera que um pacto pela fiscalização ambiental ao longo da estrada para evitar desmatamento é viável, como propõe Lula.
O Careiro Castanho é cortado totalmente pela rodovia BR-319, que depende dela para receber produtos, principalmente alimentos e bebidas, que chega de Porto Velho. Com 30.792 habitantes (Censo/2022), o município teve receitas brutas de R$ 111 milhões no ano do Censo e teria que reservar parte disso para aumentar a fiscalização.
O RealTime1 tentou ouvir o prefeito de Humaitá, o outro município cortado pela BR-319, Dedei Lobo, mas não obteve resposta sobre o que o Poder Executivo municipal pode fazer para ajudar no combate aos crimes ambientais que travam o licenciamento a rodovia.
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