As principais empresas operadoras de Portos Privados em Manaus querem aproveitar as facilidades do Programa Navegue Simples, lançado pelo Governo Federal em junho, e transferir parte das operações para o município de Itacoatiara, onde reduziriam os impactos de vazantes extremas em operações logísticas.
O município já sentiu esse interesse a partir da valorização de terrenos que podem comportar a construção dos chamados Terminais de Uso Privado (TUPs) na orla da cidade. Conforme uma fonte do RealTime1 em Itacoatiara, a segunda maior operadora privada de Manaus, a Superterminais, adquiriu um terreno e vai apresentar no Ministério de Portos e Aeroportos o pedido de autorização para a construção de um TUP regional.
Pelo que está previsto no Navegue Simples, a análise deste tipo de pedido e aprovação pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), que costumava demorar até quatro anos, será feita em 12 meses por um comitê de acompanhamento instituído pelo ministério dos Portos e Aeroportos.
Além do ministério dos Portos e Aeroportos, também vão integrar este comitê representantes dos ministérios do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas e o de Gestão e Inovação, bem como agências financiadoras do desenvolvimento, como o BNDES e Sudam, no caso da Amazônia.
O objetivo do Navegue Simples é oferecer novas alternativas logísticas para o transporte de cargas e passageiros pelas hidrovias brasileiras e, por isso, está inserido no rol de projetos que podem acessar linhas de créditos do Programa de Aceleração do Crescimento 3 (PAC3).
O programa foi incluído no PAC3 como a principal medida institucional do Ministério de Portos e Aeroportos. Com um investimento de R$ 5,4 bilhões em autorizações e arrendamentos portuários, o programa busca identificar ineficiências e oportunidades de aprimoramento, visando agregar mais valor público à política e aos processos de outorga
“Houve uma movimentação do Departamento Nacional de Infraestrutura em Transportes (DNIT) para conseguir um terreno para a construção de um novo porto em Itacoatiara, já que o outro foi praticamente destruído na última cheia e na última seca, mas ai o terreno já tinha sido vendido para este grupo (Superterminais). Um segundo terreno está comprometido com o Chibatão“, afirmou, em off, está fonte.
O grupo Chibatão, inclusive, vai operar no período de vazante deste ano um pier provisório que permitirá aos navios de grande porte trazer cargas até a enseada do rio Madeira e de lá transferir para embarcações menores que seguirão viagem até Manaus. Essa estrutura provisória funcionará, pelas últimas informações do grupo, entre os meses de setembro e dezembro, o período mais crítico das vazantes no Amazonas.
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