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segunda, 14 de junho de 2021

Voto impresso trará ‘caos’ e ‘judicialização’ de eleições, diz Barroso

O tema vem sendo discutido no Congresso Nacional, mas o presidente do Tribunal Superior eleitoral, Luís Barroso, garante que o atual sistema é seguro.

6 de maio de 2021

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Barroso destacou que a urna eletrônica contem um registro digital do voto (Foto: Reprodução)

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Luís Roberto Barroso, disse que a aprovação do voto impresso criará um “desejo imenso de judicialização” do resultado das eleições e “o caos em um sistema que funciona muitíssimo bem”.

“O nosso sistema de voto em urna eletrônica é totalmente confiável”, declarou Barroso em entrevista à GloboNews nesta quarta-feira (5).

A entrevista foi concedida após a deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) ter elaborado um projeto para determinar a impressão de cédulas em papel na votação e na apuração de eleições, plebiscitos e referendos no Brasil. E, também, porque na última terça-feira (4), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), determinou a criação de uma comissão especial para discutir a proposta.

Barroso favorável à discussão

Barroso afirmou que qualquer tema pode ser discutido e, no caso do sistema de votação, o Congresso é o lugar ideal para isso.

“Mas nós temos elementos mais do que suficientes para demonstrar a absoluta confiabilidade do sistema” falou. Barroso declarou ser “extremamente problemático” criar um sistema de voto impresso.

“Eu acho que o voto em cédula, inclusive é o que fala a proposta de emenda constitucional, mesmo o voto impresso pela própria urna, eu acho que seria extremamente problemática e mexeria num time que está ganhando”, declarou.

As judicializações que podem surgir

Sobre o desejo de judicialização, o presidente do TSE disse que “o voto impresso vai permitir que cada candidato que queira questionar o resultado peça a conferência dos votos”.

Barroso deu como exemplo as eleições de 2020 nos Estados Unidos. O então presidente e candidato à reeleição Donald Trump entrou com mais de 50 ações judiciais contestando o resultado que deu a vitória a Joe Biden.

“Nenhum juiz deu cautelar nem determinou suspensão da contagem ou o que fosse. Mas eu não tenho a mesma certeza de que isso aconteceria no Brasil se houvesse 50 ações judiciais”, falou Barroso.

O presidente do TSE continuou a usar os Estados Unidos como exemplo de países cujos líderes ou candidatos afirmam, antes da eleição, que se perderem é porque houve fraude.

“Isso é a negação da democracia. A democracia é um jogo em que as regras valem para todos. Quem ganhar tem o direito de governar e quem perder tem que respeitar a vontade das urnas. Essa história de cantar a existência de fraude antes da divulgação do resultado e colocar sob suspeita um processo eleitoral que jamais identificou qualquer tipo de fraude é problemático”, disse.

Defesa da urna

Barroso destacou que a urna eletrônica contem um registro digital do voto. Segundo ele, há um certo grau de desconhecimento sobre como o sistema funciona e como ele pode ser auditado.

“Para usar a palavra da moda, ele pode ser conferido na sua integridade. A cada passo”, falou.

“Agora, o que não pode é um partido político não mandar representante para verificar a autenticidade do programa final, para depois dizer que tem alguma coisa errada. Portanto, não é assim que se joga o jogo democrático”.

Com informações do Poder 360

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