quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Substitutos de secretários vão administrar R$ 5,3 bilhões

Por conta do prazo de desincompatibilização que venceu no dia 2 de abril, a Prefeitura e o Governo do Amazonas perderam oito secretários que podem disputar a eleição.
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Os novos titulares de secretarias e autarquias municipais e estaduais que tomaram posse por conta da saída dos secretários para disputa na eleição de outubro vão administrar um orçamento de R$ 5,3 bilhões. O cálculo é baseado nas leis orçamentárias de Manaus e do Amazonas, aprovadas ano passado para o exercício de 2022.

Oito secretários e titulares de autarquias, como é caso da Polícia Civil (PC), entregaram os cargos no mês passado para concorrer aos cargos de deputado federal e estadual ou, mesmo, ficarem à disposição dos partidos. A gestão do prefeito David Almeida teve cinco desfalques, enquanto que o governador Willson Lima (UB) perdeu três secretários.

No comando da Secretaria Municipal de Educação (Semed), que possui a maior dotação orçamentária da Prefeitura de Manaus, saiu o ex-deputado federal Pauderney Avelino (UB) e entrou a irmã do prefeito, Dulce Almeida, que vai comandar R$ 1,8 bilhão em recursos públicos.

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), agora comandada pelo médico Djalma Coelho, que substituiu a secretária Shádia Fraxe, conta com R$ 1,2 bilhão em recursos. É a segunda maior previsão orçamentária da Prefeitura Municipal de Manaus.

Com a saída de Marcos Rotta da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), o agora ex-secretário de Feiras e Mercados (Semacc), Renato Júnior, passa a dar as cartas como novo titular.

Renato Júnior, que anteriormente cuidava de um orçamento mais enxuto (R$ 42,1 milhões), ao assumir a Seminf, passa a comandar R$ 398,1 milhões.

No Governo do Estado, a saída da delegada-geral Emília Ferraz, que deixa a PC para concorrer no partido do governador a uma vaga na Câmara dos Deputados, coloca na mão do sucessor Ricardo Aparecido Leite a quantia de R$ 716 milhões.

A saída das secretárias Mirtes Salles e Alessandra Campelo (PSC) da Secretaria de Assistência Social (Seas) e da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (Sejusc), respectivamente, colocou sobre o colo dos novos titulares das pastas o montante de R$ 680,7 milhões.

O advogado Emerson Lima assumiu a Sejusc, enquanto a Seas está sob comando de Kely Patrícia Paixão Silva, que era secretária executiva da pasta.

Texto: Jefferson Ramos

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