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quinta, 20 de janeiro de 2022

Senadores do AM divergem sobre métodos que reduzam valor do combustível

Omar Aziz (PSD) criticou a política de preços praticada pela Petrobras. Plínio Valério (PSDB) rebateu e afirmou que é difícil controlar algo que tem interferência global.

14 de janeiro de 2022

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Plínio e Omar tem visões contrárias sobre o tema (Foto: Reprodução)

A Petrobras subiu nesta semana os valores para a gasolina (4,85%) e o diesel (8,08%) para as distribuidoras após sucessivos reajustes no ano passado, que elevaram o preço dos combustíveis nos postos em cerca de 44%.

Nas redes sociais, o senador Omar Aziz (PSD), se manifestou sobre os novos percentuais de reajuste e criticou a falta de investimentos que poderiam baratear os custos para a população.

”Questionei da Petrobras o valor real de investimentos feitos em 2021 e continuo sem saber a resposta. Os lucros da empresa só crescem e é o brasileiro que tem custeado isso. Existe na Petrobras uma clara política de beneficiar acionistas e o próprio governo em detrimento aos investimentos necessários para que modernizemos as nossas plantas, principalmente, da refinação. Essa política de dolarização é anti o povo brasileiro. O Senado precisa enfrentar este debate”, pontuou Omar.

Plínio questiona como barrar aumento

Enquanto isso, Plínio Valério (PSDB) disse ao RealTime1 que o tema é complexo e envolve contextos internacionais que dificultam a redução dos valores praticados pela companhia e que reduzir poderia gerar um problema econômico.

”Conter como? Como é que a gente vai conter o aumento do combustível? Se o petróleo sobe, se o refinamento é calculado em dólar (…) Eu espero que ele [Omar Aziz] diga como, tem que dizer de onde vem esse dinheiro e onde vai ficar o rombo”, indagou o senador tucano.

O senador disse ainda que se preocupa com o tema, mas que não pode culpar o Governo Federal pelo problema. Plínio declarou ainda que a gasolina brasileira é mais barata se comparada com alguns lugares da Europa.

”Isso [aumento de preços do combustível] é uma coisa internacional e quando isso vai, não tem como não aumentar aqui. Eu me importo muito, mas não posso atribuir culpa ao governo porque é uma crise mundial. Acho até que o governo brasileiro não é nada esperto porque leva a culpa quando na realidade o preço da gasolina no Brasil é um dos menores comparados com a Europa”.

Procurado pelo RealTime1, por meio de sua assessoria, o senador Eduardo Braga (MDB) não respondeu ao questionamento.

Projetos de lei buscam conter os preços

O anúncio assustou os brasileiros diante de mais um aumento do principal vilão da inflação nos últimos 12 meses. Para conter a disparada nos preços, tramitam no Senado dois projetos: o PL 1.472/2021, do senador Rogério Carvalho (PT-SE), e o PL 3.450/2021, do senador Jader Barbalho (MDB-PA).

O PL 1.472/2021, que estabelece uma nova política de preços internos de venda a distribuidores e empresas comercializadoras de derivados do petróleo produzidos no país, foi aprovado em dezembro na Comissão de Assuntos Econômicos. A expectativa é de que entre na pauta do Plenário ainda em fevereiro.

Protocolado no Senado em outubro de 2021, o PL 3.450 proíbe a vinculação dos preços dos combustíveis derivados de petróleo aos preços das cotações do dólar e do barril de petróleo no mercado internacional. Assim, pelo texto, a Petrobras não pode vincular os preços dos combustíveis derivados de petróleo como o óleo diesel, a gasolina e o gás natural.

Texto: João Luiz Onety com informações Agência Senado

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