A Casa Militar da Prefeitura de Manaus vai gastar mais de R$ 30 mil com 60 granadas de gás lacrimogêneo e a mesma quantidade em spray de pimenta. As granadas serão fornecidas pela empresa Condor S/A Indústria Química.
O extrato de licitação assinado pelo secretário da Casa Militar, William de Oliveira Dias, explica que as granadas serão usadas em “operações de adentramento em ambientes fechados”. Os artefatos serão operados por 165 guardas municipais que serão escolhidos no processo seletivo interno. A Guarda Municipal de Manaus (GMM) tem atualmente 421 servidores efetivos.
Na quinta-feira (18), o prefeito David Almeida (Avante) entregou 250 pistolas semiautomáticas calibre 9 milímetros e seis automóveis para Guarda Municipal. Almeida aproveitou a onda de ataques de uma facção criminosa a empreendimentos públicos e privados ocorridos em julho na capital e interior para armar a GCM.
Apesar da compra das granadas, os guardas municipais não podem atuar no policiamento ostensivo e nem no combate ao tráfico de drogas. O trabalho da GCM é limitado à proteção de prédios e espaços municipais.
Também em julho, os deputados estaduais aprovaram uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Amazonas que liberou o uso de armamento pelas guardas municipais do estado. Essa mesma PEC vetou o policiamento ostensivo.
Texto: Jefferson Ramos
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