O historiador Robério Braga contou que a antiga “rixa” entre os dois Estados vizinhos vem desde o Império quando o governo do Pará reteve o ofício de convocação de um representante da capitania de São José do Rio Negro, atual estado do Amazonas, para participar da Assembleia Constituinte, em 1823.
De acordo com o historiador, o Amazonas deixou de participar e com isso perdemos a possibilidade de autonomia política. Pois, quando fizeram a Constituição do Império não incluíram a região do Rio Negro como província independente e região subordinada ao Pará.
” Dessa forma, quando o Brasil se tornou independente em 1822 essa notícia só chegou no Amazonas em 9 de novembro de 1823. Mais de um ano depois porque o Pará reteve a notícia em Belém”, explicou.
Fronteiras fechadas em 1856
Ainda de acordo com o historiador, na crise sanitária do cólera morbus, em 1856, o Pará fechou a fronteira para receber amazonenses.
Entretanto, na época, o médico David Canavarro atuou na linha de frente no combate à doença, assim como profissionais da saúde paraenses que estão hoje nos hospitais do Amazonas no enfrentamento a Covid-19.
“Quantos paraenses estão nos hospitais sendo tratados? Quantos paraenses estão trabalhando nos hospitais de Manaus cuidando de amazonenses, cariocas, maranhenses e estrangeiros? “, questiona Robério Braga.
“Milhares. Manaus tem 300 mil paraenses. O Amazonas tem um governador paraense (Wilson Lima), teve outro governador, Eduardo Braga, e muitos paraenses importantes na história econômica”, enfatiza.
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