Um dos últimos detalhes para o anúncio da aliança política entre o ex-governador Amazonino Mendes (sem partido) e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto (PSDB) é a definição dos lugares que ocuparão na chapa unificada os filhos deles, o empresário Armando Mendes e o ex-deputado federal Arthur Bisneto.
Nos bastidores, pessoas próximas aos dois políticos, adversários ‘figadais’ na maior parte dos últimos 40 anos, disseram ao RealTime1 nesta quarta-feira (23), que Amazonino quer ver Armando numa das suplências de Arthur Neto, que será candidato ao Senado e em algumas pesquisas lidera a intenção de votos para tomar a vaga que hoje está com o senador Omar Aziz (PSD). Arthur toparia colocar Armando neste posto, mas quer uma boa posição para Bisneto ou na chapa ou numa eventual gestão de Amazonino no próximo ano.
A vaga de vice de Amazonino seria o cenário ideal, dizem os que estão próximos da costura, mas aí entra na articulação o senador Eduardo Braga (MDB), que ensaia uma candidatura, mas está empacado nas pesquisas de intenção de votos e poderia compor com Amazonino e Arthur. O ex-prefeito inclusive revelou que ele e Amazonino conversam com Braga.
No arranjo envolvendo os três, o posto de vice seria destinado a alguém ligado ao senador, que poderia ser ele próprio ou alguém do círculo muito próximo, como o ex-deputado estadual Miguel Biango, que traria para a chapa uma ligação com o ex-governador Gilberto Mestrinho, de quem Biango era parente. Amazonino e Arthur costumam fazer deferência a Mestrinho e a importância dele para as carreiras que ambos construíram na vida pública.
O arranjo com o MDB afasta Bisneto do posto de vice, mas lhe garante uma pasta importante no secretariado de Amazonino numa eventual vitória sobre o governador Wilson Lima (UB). Arthur concorda com o arranjo.
O desenrolar deste novelo que envolve os herdeiros de Arthur e Amazonino está previsto para acontecer ainda nesta semana, mas não há garantia de que será anunciado antes do prazo final para a filiação de políticos que vão disputar a eleição de outubro, no caso 1º de abril.
Texto: Gerson Severo Dantas
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