Durante depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid no Senado, o presidente da Agência Nacional de Segurança Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, afirmou, nesta terça-feira (11), que o órgão não compactua com as falas do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) contra a vacinação.
Barra Torres também se colocou contra a promoção de aglomerações, como a convocada pelo presidente, no último domingo (9), onde aconteceu um passeio de motocicletas pelas ruas de Brasília.
Outro ponto em que ele deixou claro as discordâncias foi sobre o uso de máscaras. Aqui, ele lembrou que recebeu críticas por parte dos bolsonaristas por, numa live com o presidente promovida no início deste ano, passou o tempo todo de máscaras.
E as vacinas?
Sobre as vacinas, a resposta foi dada após o relator da CPI, Renan Calheiros (MDB-AL), relembrar diversos pronunciamentos polêmicos de Bolsonaro contra a vacinação da população: como a afirmação de que não compraria a “vacina chinesa do Dória” (governador de São Paulo, João Dória), comemorar a suspensão dos estudos clínicos da CoronaVac e dizer que não seria responsável se algum cidadão tomasse a vacina da Pfizer e virasse “jacaré”.
Segundo Torres, os trechos lido por Calheiros vai contra tudo o que tem sido repassado pela Anvisa e não lembra de nenhuma manifestação pública de diretores e gerentes do órgão contra a polêmica de vacinação, que para ele é essencial.
“A população não deve se orientar por condutas dessa maneira. Deve se orientar por aquilo que está sendo preconizado, principalmente, pelos órgãos que estão na linha de frente do enfrentamento da doença”, destacou o presidente.
Barra Torres defendeu a vacinação da população e a manutenção do uso de máscaras e distanciamento social mesmo após o recebimento da vacina e se disse esperançoso enquanto a flexibilização das medidas após a imunização.
Texto: Giovanna Marinho
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