O senador Plínio Valério (PSDB) voltou a pedir o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) durante audiência pública sobre segurança das urnas eletrônicas na Comissão de Fiscalização e Controle (CTFC), do Senado.
Plínio criticou a ausência Luiz Edson Fachin, Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que foram convidados, mas não compareceram na audiência. O senador acusa os ministros de promoverem “ativismo judicial”.
Após criticar a ausência dos ministros, o senador afirmou que eles cometem desrespeito e se intrometem no Legislativo porque “são usurpadores” e pensam ser “semideuses que moram no Olimpo”.
Conforme Plínio, já existem mil motivos e dezenas de pedidos para “impechmar” os ministros.
“Temos que enfrentar o STF e acabar com isso enquanto é tempo”, afirmou.
Atualização da Lei do Impeachment
No início do mês, o senador do Amazonas criticou a criação da comissão de juristas responsável pela atualização da Lei do Impeachment (Lei 1.079/1950). Plínio alega que a criação dessa comissão teve motivação política e visa intimidar os parlamentares que defendem a investigação de ministros do STF.
Para o senador, a lei atual já estabelece os casos de crimes de responsabilidade que podem facilitar a abertura do processo e que qualquer alteração da lei vai dificultar ainda mais esse tipo de procedimento.
Por ser uma “caixa blindada”, segundo o senador, será saudável para a harmonia dos três Poderes a avaliação dos pedidos de impeachment envolvendo ministros do Supremo.
Texto: Aldizangela Brito
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