O depoimento do ex-ministro Eduardo Pazzuello é, sem dúvidas, um dos mais aguardados nessa semana na Comissão Parlementar de Inquérito (CPI) da Pandemia do Senado. Sempre bem alinhado com os mandos e desmandos do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o treinamento feito pelo Planalto ao ex-titular da Saúde deve focar em blindar o chefe do executivo.
A colunista da UOL Thaís Oyama elencou quatro pontos organizados por Pazzuello para a defesa do presidente. O primeiro seria a demora da Organização Mundial de Saúde (OMS) no decreto da pandemia, o que teria dado brecha para que os estados e municípios realizassem as comemorações do Carnaval em 2020.
O ex-ministro deve voltar a questionar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) por garantir a autonomia dos estados e munucípios sobre as medidas de isolamento social. Além disso, ele deve lembrar as ações do próprio governo para combater a pademia, citando a compra de vacinas e concessão de Auxílio Emergencial. O desmonte das UTIs pelos governos estaduais também será usado como argumento.
Por fim, Pazzuello reforçará que pediu o adiamento das Eleições Municipais, mas novamente o STF interviu e decidiu realizar o pleito.
Com informações da UOL
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