O Congresso Nacional deu mais um passo em direção à privatização dos Correios com a aprovação por 286 votos a favor e 173 contra, do texto que autoriza a capitalização de todos os serviços postais brasileiros, nesta quinta-feira (5). Deste total, quatro parlamentares do Amazonas foram favoráveis à matéria. A oposição promete entrar na Justiça contra a decisão.
Os deputados Átila Lins (PP), Bosco Saraiva (Solidariedade), Capitão Alberto Neto (Republicanos) e Silas Câmara (Republicanos) votaram sim ao projeto de autoria do Poder Executivo. Zé Ricardo (PT) e Sidney Leite (PSD) foram contrários. Marcelo Ramos (PL) não votou por estar presidindo a mesa. Delegado Pablo (PSL) não votou por estar ausente da sessão.
Na avaliação do presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios no Amazonas (Sintect-AM), Luís Ribeiro de Almeida, a aprovação do projeto é o reflexo de um Congresso que trabalha contra os cidadãos e apoia os anseios do “capital selvagem”. Segundo ele, nenhum membro da bancada amazonense se dispôs a conversar com os servidores.
“Nós tentamos falar com os deputados aqui do Amazonas e não conseguimos. Ou seja, não houve espaço na agenda deles para tratar sobre esse assunto da privatização e da importância dos Correios público e de qualidade”, revela o sindicalista.
Luís reconhece que o serviço precisa melhorar, mas culpa a má gestão e a falta de investimentos nos serviços que, há 10 anos, padecem sem a realização de um concurso público e sofrem com uma redução no quadro de funcionários que hoje totalizam 940 trabalhadores do Amazonas. Porém, ele afirma que a luta não acabou e que ainda irão articular a derrubada no projeto no Senado, onde deve ser apreciado em breve.
“Vamos buscar um outro caminho longo que é o Senado, mas no Senado nós também sabemos quantos senadores tem lá que representam o governo e quantos são oposição, mas vamos continuar lutando firme”, completou Ribeiro.
Texto: Giovanna Marinho
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