quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Número de candidatura feminina aumentou nos últimos anos

Nas últimas eleições, apenas 33% das candidaturas eram mulheres. O percentual é abaixo da representatividade populacional feminina acima de 18 anos, que é superior a 52%.
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candidatura
(Foto: Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados)

As eleições de 2020 apontaram maior empoderamento e iniciativa de candidatura das mulheres em relação a suas próprias candidaturas, em linha com o incentivo pelos partidos e a observância da lei de cotas. Essa é uma das constatações da segunda edição da pesquisa Equidade de Gênero na Política, promovida pelo DataSenado, em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência, lançada na segunda-feira (30) durante o seminário Mais Mulheres na Política.

A pesquisa ouviu 2.850 candidatos às eleições municipais de 2020 (prefeito e vereadores), entre os dias 22 de março e 13 de abril de 2022. Os entrevistados foram selecionados por amostragem aleatória por estrato de idade e gênero, por exemplo. Já para os que concorreram aos cargos federais e estaduais (presidente, governadores, senadores e deputados federais, distritais e estaduais) foi feito um censo.

Enquanto 78% dos entrevistados têm a percepção de que a lei de cotas — que obriga os partidos a lançarem pelo menos 30% de mulheres para concorrer aos cargos nas eleições proporcionais — de fato ajuda na eleição de mulheres, 59% das mulheres entrevistadas afirmam ter se candidatado por iniciativa própria nas eleições de 2020, índice que ficou em 53% no pleito de 2016.

De acordo com os organizadores da pesquisa, nas duas últimas eleições, apenas 33% dos candidatos eram do sexo feminino, percentual muito abaixo da representatividade populacional feminina acima de 18 anos, superior a 52%. Mas já há avanços quando se nota que no levantamento de 2016 apenas 21% eram do gênero feminino.

Com informações da Agência Senado

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