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domingo, 23 de janeiro de 2022

Pesquisa indica que 51% das mulheres já sofreram violência política

O levantamento mostra também que 89% das mulheres não se sentem representadas pelos homens. Para 95,4% das participantes, não há número suficiente de mulheres na política.

26 de novembro de 2021

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Dentre as formas de violência relatadas pelas mulheres entrevistadas estão as ofensas morais e os xingamentos (Foto: Reprodução)

Ofensas, ataques sexuais, fake news, agressão nas redes sociais. Esses são alguns exemplos de violência política que afastam as mulheres e causam a baixa representatividade feminina nos espaços de poder.

De acordo com pesquisa inédita realizada pelo Instituto Justiça de Saia, 51% das mulheres relataram que já sofreram alguma das condutas de violência, sejam como eleitoras, candidatas ou no exercício do mandato. A pesquisa vai mapear a violência política contra mulheres no país até outubro de 2022.

Dentre as formas de violência relatadas pelas mulheres entrevistadas estão as ofensas morais e os xingamentos (50,3%), a exclusão, expulsão ou restrição a espaço político (35,9%), as ameaças (21,6%), os ataques sexuais (18%), as fake news (16,8%), a agressão física (6%) e a invasão de redes sociais (7,4%).

Por não confiar no sistema Judiciário, não saber onde denunciar, medo ou vergonha, apenas 9,4% denunciaram seus agressores.

Alessandra Campêlo acredita que o cenário vai demorar para mudar

Representando as mulheres que atuam na política amazonense, a deputada estadual licenciada, Alessandra Campêlo (MDB), atual titular da Secretaria de Estado da Assistência Social (Seas), relatou ao RealTime1 sobre o que sofreu ao entrar neste universo.

”A mulher, quando usa um tom mais incisivo ou até mesmo levanta a voz em determinadas situações, é chamada de louca, histérica e rude. Passei por situações assim quando iniciei meu primeiro mandato. Eram 23 homens na Assembleia e apenas eu como deputada. Naquele momento, eu era a única voz das mulheres”, contou.

Alessandra acredita que o processo para mudar este cenário é longo e demorado.

”É uma luta que ainda vai demorar, mas precisa ser feita. E mesmo levantando essa bandeira, isso não me impede de apresentar projetos em outras áreas, como fiz para a saúde, pessoa idosa, educação e segurança pública, defendendo o atendimento de qualidade a população”.

‘Descontrolada’

Durante uma audiência na CPI da Pandemia, no dia 21 de setembro, a senadora  Simone Tebet (MDB-MS) foi ofendida pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, ao ser chamada de descontrolada.

A fala do ministro gerou reações inflamadas de senadores, acusações de machismo e o reconhecimento, mesmo entre membros da base governista, de que a resposta de Rosário à senadora foi despropositada e ”fora do tom”.

”No momento em que nós estávamos mostrando as incongruências de tudo que estava sendo dito, ele não aguentou e obviamente partiu para pronunciamentos e falas infelizes”, contemporizou a senadora após afirmar que o ministro havia lhe pedido desculpas.

Falta de representatividade

O levantamento mostra também que 89% das mulheres não se sentem representadas pelos homens na política. Para 95,4% das participantes, não há número suficiente de mulheres na política. E 96,7 % acreditam que a existência de mais mulheres na política impacta positivamente o desenvolvimento de políticas públicas e ações em prol das mulheres.

Do universo das 155 mulheres entrevistadas, 13,1% afirmam ter se candidatado a algum cargo público, 123 não foram eleitas (79,4%) e 121 relatam que a promessa de campanha para a candidatura não foi cumprida pelo partido. 90,8% concorreram a cargos de vereadora, 11,8% a deputada estadual, 3,9% a prefeita, 3,3% a vice-prefeita, 10,5% a deputada federal e 1,3% a senadora. Das candidatas eleitas, 42 (29,4%) exercem alguma liderança na casa legislativa local.

Texto: João Luiz Onety, com informações do Congresso em Foco

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