quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Marcelo Ramos reage a Sérgio Camargo que relativizou morte de imigrante africano

O vice-presidente da Câmara se referiu ao presidente da Fundação Palmares como vagabundo, frouxo e serviçal. O tom enfático é raramente usado pelo parlamentar amazonense.
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Marcelo Ramos disse que, como vice-presidente da Câmara pode segurar a pauta do Governo Bolsonaro (Foto: Divulgação/Câmara Federal)

O vice-presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marcelo Ramos (PSD) chamou o presidente da Fundação Palmares, Sérgio Camargo, de “vagabundo, frouxo e serviçal”.

Atido ao diálogo, Marcelo Ramos reagiu a Camargo depois que ele relativizou o assassinato do imigrante congolês Moise Mugenyi, espancado até a morte no Rio de Janeiro depois de cobrar uma dívida de trabalho.

“Sérgio Camargo é um vagabundo! É também frouxo e covarde. Um vagabundo dos mais fracos. Serviçal de outros vagabundos. Indigno como ser humano. Responderá perante a Justiça, mas acima de tudo responderá voltando muito em breve pro esgoto de onde saiu”, retrucou o vice-presidente pelas redes sociais.

Apesar de ser oposição ao governo do presidente Bolsonaro (PL), o tom enfático dirigido ao presidente da Fundação Palmares é raramente usado pelo parlamentar do Amazonas.

Na sexta-feira (11), Sérgio Camargo afirmou que Moïse era vagabundo e que o imigrante foi morto por “vagabundos mais fortes”. Segundo ele, “a cor da pele nada teve a ver com o brutal assassinato”, mas o “modo de vida indigno e o contexto de selvageria no qual vivia e transitava”.

Sérgio Camargo já negou o racismo no país em outras ocasiões. Na última terça-feira (8), a Fundação Palmares publicou nas redes sociais uma nota em que dizia que o “racismo não tem cor”.

Texto: Jefferson Ramos

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