quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Lewandowski mantém quebra de sigilo de assessor de Bolsonaro

José Matheus é suspeito de atuar no chamado "gabinete do ódio". O ministro do STF manteve a quebra de sigilo telefônico e telemático, mas suspendeu determinação de rastreio.
COMPARTILHE
O nome do ex-ministro do STF começou a circular como cotado para o posto após o presidente Lula indicar o atual ministro, Flávio Dino, para o Supremo Tribunal Federal. (Foto: Divulgação)

Requisitada pelo relator da CPI da Covid no Senador, Renan Calheiros (MDB-AL) a quebra de sigilo telefônico e telemático do assessor da Presidência da República, José Matheus Salles Gomes, foi mantida na tarde desta segunda-feira (12) pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski .

José Matheus é suspeito de atuar no chamado “gabinete do ódio”. No entendimento de Lewandowski, para suspender a quebra “seria preciso estar inequivocamente demonstrada a falta de pertinência temática entre a medida aqui questionada e os fatos investigados pela Comissão Parlamentar de Inquérito”.

O requerimento de quebra de sigilo havia sido aprovado pela CPI. De acordo com Renan, o assessor de Bolsonaro atuava no “gabinete do ódio” divulgando a utilização de remédios sem eficácia contra a Covid-19.

Localização negada

No pedido apresentado, o senador também requeria os dados de geolocalização para levantar onde o assessor esteve em dias específicos investigados.

Neste ponto, entretanto, o ministro atendeu o pedido de liminar de José Matheus, suspendendo a determinação de rastreio.

O acesso a dados de geolocalização é objeto de uma ação sob relatoria da ministra Rosa Weber pendente de julgamento da corte. Esse processo diz respeito às investigações do caso Marielle Franco.

Fonte: Congresso em Foco

Leia Mais:

COMPARTILHE