quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Governo Federal vai tentar destravar exploração do potássio no AM

A mina de potássio no município de Autazes está localizada na auto demarcada terra indígena Soares/Urucurituba, dos indígenas Mura e vive em uma batalha judicial.
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Ação do MPF, em 2016, solicita suspensão de licenciamento estadual concedido de forma irregular à mineradora, para exploração de potássio em Autazes (Foto: Reprodução)
Ação do MPF, em 2016, solicita suspensão de licenciamento estadual concedido de forma irregular à mineradora, para exploração de potássio em Autazes (Foto: Reprodução)

O Amazonas, mais precisamente o município de Autazes (a 113 quilômetros de Manaus), está mais uma vez na mira do Governo Federal que vai tentar explorar as minas de potássio localizadas na auto demarcada terra indígena Soares/Urucurituba.

A confirmação foi feita pelo vice-presidente da república e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço, Geraldo Alckmin (PSB), durante a reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS) desta sexta-feira (24), em Manaus.

Para garantir a exploração do minério, essencial na produção de fertilizantes da agricultura, Alckmin afirmou que vai trabalhar para resolver o problema jurídico em que hoje se encontra a empresa Potássio do Brasil e os indígenas Mura.

“Nós importamos 98% do potássio e o potássio é Amazonas, é Autazes. Nós vamos trabalhar para resolver o problema jurídico, não é possível levar cinco anos para discutir competência se é do Ibama ou do IPAAM (Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas).  Isso pode ser um dos maiores investimentos do país, essa mina de potássio e o Brasil deixar de importar 98% do potássio que vem de fora”, disse.

O vice-presidente ainda defendeu o gás natural, biotecnologia e mineração sustentável como formas de fazer o país crescer economicamente e ganhar visibilidade em outros países.

“O gás natural do pré-sal da Petrobrás custa U$14 a U$17, o milhão de btus, o gás natural no Estados Unidos custa U$ 3, o milhão de btus. Essa uma oportunidade excepcional, porque nós temos aqui pertinho de Manaus gás natural de Urucu. Se nós tivermos o gás natural mais econômico podemos atrair toda a indústria de nitrogenados. Se tiver ainda o potássio aqui também de Autazes, vai reunir a potência da indústria de nitrogenados”, declarou Alckmin.

Aceno positivo

Durante a 308ª Reunião do CAS, o vice-presidente da República reafirmou o compromisso com o modelo Zona Franca de Manaus e garantiu que a reforma tributária deve garantir a competitividade da ZFM.

“É perfeitamente possível construir uma proposta de reforma tributária preservando a zona franca de Manaus, que ela possa até crescer, que ela possa ter mais capilaridade, levar seus benefícios para o interior do estado. Nós queremos que a economia cresça e manter a competitividade da zona franca de Manaus. Queremos fortalecer a Suframa e a melhor maneira de fortalecer é o centro de biotecnologia, ele vai fazer a diferença”, afirmou.

Projetos aprovados

Na reunião do CAS, foram avaliados e aprovados projetos com investimentos de R$ 1,5 bilhão e geração de cerca de 2 mil novos empregos na Zona Franca. Além disso, a reunião do CAS também marcou o aniversário de 56 anos da autarquia e do modelo ZFM, que foi comemorado em 28 de fevereiro.

Da Redação

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