A base governista do Congresso Nacional pressiona o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) a demitir os ministros-chefes da Casa Civil, general Luís Eduardo Ramos; e da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni. A base acusa o general de ter passado informações erradas ao presidente sobre o aumento do Fundo Eleitoral e essa seria a causa do conflito aberto entre Bolsonaro e o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Marcelo Ramos (PL).
Nas redes sociais Marcelo disse que não adiantará realizar a troca de ministros e pediu para que o presidente assuma a responsabilidade pelas falsas acusações assacadas contra ele na tentativa de proteger os filhos, senador Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ) e o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL/SP), após os votos favoráveis deles ao Fundão.
Atropelo no regimento não existiu
Na semana passada após a última sessão do Congresso Nacional, no dia 15, os deputados e senadores aprovaram o aumento do fundo eleitoral de R$ 1,7 bilhão para R $ 5,7 bilhões. Segundo a versão dos governistas, Luiz Eduardo Ramos induziu Bolsonaro a acusar o deputado amazonense, que presidia a sessão naquele dia, de “atropelar o regimento”.
O presidente o chamou de “insignificante” e atribuiu a ele a aprovação da verba “astronômica” para financiar campanhas eleitorais. Depois das acusações, Marcelo Ramos, que mantinha críticas moderadas ao executivo federal, rebateu com forças pesadas e agora está analisando os mais de 100 pedidos de impeachment contra o presidente.
Na costura que está sendo feita por Bolsonaro será necessário fazer uma reforma administrativa e a ideia é recriar o ministério do Trabalho, que seria entregue a Onyx Lorenzonni, abrindo espaço para Ramos voltar a Secretaria-Geral da Presidência. A Casa Civil ficaria livre e o preferido para o cargo seria o líder do PP no Senado e um dos principais nomes do Centrão, o senador Ciro Nogueira (PI).
Da Redação, com informações do Estadão
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