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domingo, 28 de novembro de 2021

Governistas atacam relatório de Renan e prometem voto em separado

Senadores governistas, Eduardo Girão, Marcos Rogério, Luis Heinze e Jorginho Melo criticaram o indiciamento do presidente por 11 crimes, como sinalizou Renan Calheiros.

19 de outubro de 2021

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Heinze, Jorginho Melo, Eduardo Girão e Marcos Rogério prometeram apresentar votos em separado para confrontar o relatório oficial (Foto: Reprodução)

Os senadores governistas da Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19 concederam, nesta terça-feira (19), uma coletiva de imprensa para atacar o relatório final do senador Renan Calheiros (MDB/AL) que acusa o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por 11 crimes, inclusive genocídio contra populações indígenas. Eles acusaram o grupo majoritário, o G7, de ter protegido governadores, prefeitos e o consórcio Nordeste, para concentrar a investigação no Governo Federal e assim constranger o presidente.

O senador Eduardo Girão (Podemos-CE) afirmou ter trabalhado de forma equilibrada e independente ao longo da investigação, da mesma forma que será seu relatório a ser apresentado aos colegas nos próximos dias.

Segundo o parlamentar, o documento vai apontar equívocos do governo federal e “muitas outras coisas das quais a CPI fugiu de forma covarde”, como “as dezenas de escândalos de corrupção e desvios de dinheiro público nos estados e municípios”. Girão ainda leu uma nota de repúdio com críticas ao trabalho da comissão. 

O senador Marcos Rogério (DEM-RO) reiterou seu posicionamento sobre a autonomia médica de receitar medicamentos off label  — ou seja, para uma indicação não prevista na bula, um dos motivos para o indiciamento de vários médicos no relatório de Renan.

“Apesar de toda essa conclusão negativa dos trabalhos da CPI, o que de positivo o Brasil pôde assistir foi à demonstração de probidade do governo na aplicação dos recursos. Não se demonstrou aqui um indício sequer de corrupção. Houve, sim, tentativas externas de aproveitar [a pandemia] para ganhar dinheiro. Mas não prosperaram”, afirmou Rogério, que também fará um relatório paralelo.

O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) disse que “centenas de estudos no mundo inteiro” comprovariam a eficácia de drogas como a ivermectina e a hidroxicloroquina no tratamento da covid-19, uma das bandeiras de Bolsonaro ao longo da pandemia.

“Não podemos deixar de apoiar os médicos em receitar os tratamentos que eles, baseados em seus conhecimentos, julgam ser o mais pertinentes. Em vez de ficarmos aqui tentando imputar, no relatório, culpa a quem segue lutando para salvar vidas, deveríamos estar discutindo meios de apoiar o SUS”, atacou Heinze.

O senador Jorginho Melo (PL/SC) atacou o relatório de Renan Calheiros (MDB/AL), com quem quase saiu aos tapas na sessão da CPI que aprovou a convocação do empresário Luciano Hang, dono do grupo Havan e amigo de Melo.

“Esse relatório do Renan a gente já sabia que ia ser assim desde o começo, não tem credibilidade”, afirmou.

Texto: Gerson Severo Dantas

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