Os nomes do governador Wilson Lima (PSC) e do ex-secretário estadual de saúde, Marcellus Campêlo, não constam no relatório da CPI da Covid elaborado pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), vazado à Folha de São Paulo e publicado nesta terça-feira (19)
No relatório, Renan pede o indiciamento de 70 pessoas, entre políticos, ministros, empresários, e médicos que defendem tratamentos ineficazes para o combate da Covid-19, dentre eles o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e seus filhos, o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP); os ex-ministros da Saúde, Eduardo Pazuello e Marcelo Queiroga; da médica Nise Yamaguchi e do empresário Luciano Hang.
Nomes de autoridades amazonenses, citados na Comissão por conta do colapso de oxigênio em Manaus em janeiro deste ano, não foram incluídos. Confira aqui a lista completa divulgada pelo Uol.
As empresas, Precisa Medicamentos e a VTC Log também tiveram o pedido de investigação por ato lesivo à administração pública.
Relatório gera ‘racha’
Parte dos senadores, como o presidente Omar Aziz (PSD), discorda desses apontamentos do parecer. Mesmo assim, Renan os deixou em sua versão mais atualizada do texto.
Uma reunião do G7, como é chamado o grupo majoritário da comissão, está marcada para a noite desta terça (19).
Renan sugeriu 11 crimes ao presidente Jair Bolsonaro, entre homicídio qualificado, infração de medida sanitária preventiva, charlatanismo, incitação ao crime, falsificação de documento particular, emprego irregular de verbas públicas prevaricação, genocídio de indígenas, crime contra a humanidade, violação de direito social e incompatibilidade com dignidade e honra e decoro do cargo.
Nesta quarta-feira (20) está prevista a leitura do relatório, que deverá ser votado na próxima terça-feira (26)
Texto: João Luiz Onety, com informações da Folha de São Paulo
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