quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Uso da proxalutamida no Amazonas entra no radar do relatório da CPI

No Amazonas, a Samel supervisionou o estudo com a proxalutamida e que, possivelmente, foi a causa da morte de pacientes participantes do experimento.
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O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, senador Renan Calheiros (MDB), sinalizou, nesta terça-feira (19), que vai incluir na lista de indiciados no relatório final o nome do médico Flávio Cadegiani, que coordenou um estudo sobre o uso do medicamento proxalutamida e supostamente causou a morte de mais de 200 voluntários no Amazonas.

No Amazonas, o estudo para aferir a eficácia da proxalutamida no tratamento da Covid-19 foi realizado nos hospitais da rede Samel, de propriedade da família do deputado estadual Ricardo Nicolau (PSD). No Rio Grande do Sul, a experiência foi realizada no hospital da Polícia Militar.

A proposta de indiciamento não foi cogitada pelos senadores do Amazonas que integram a comissão: Omar Aziz (PSD), presidente do colegiado, e Eduardo Braga (MDB), membro. Ambos já foram apoiados em eleições ao Governo do Amazonas pela família Nicolau.

Procurada, em 11 de outubro, para comentar sobre as mortes, a Samel se limitou a declarar que se pronunciou diversas vezes sobre o tema e que, portanto, “toda e qualquer solicitação quanto ao estudo da proxalutamida deve ser solicitada diretamente à assessoria do Dr. Flávio Cadegiani, pesquisador responsável pelo estudo da Proxalutamida no Brasil”.

Texto: Jefferson Ramos

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