quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Empregabilidade, ZFM, turismo: o que Wilson e Braga propõem para o AM?

Antes desta matéria que encerra a série, candidatos usaram espaço cedido pelo RealTime1 para apresentar suas propostas para Saúde, Educação e Segurança Pública.
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Em uma série de quatro matérias, o RealTime1 buscou ampliar o debate acerca das propostas dos candidatos ao Governo do Estado, abrindo espaço para temas que realmente interessam a população amazonense.

O RealTime1 encerra a série, nesta sexta-feira (28), abordando os projetos sobre Geração de Emprego e Renda para o Amazonas, após publicações anteriores trazerem à tona os planos de Wilson Lima (UB) e Eduardo Braga (MDB) para a Saúde, Educação e Segurança Pública.

Desta vez, os candidatos expuseram suas impressões sobre projetos de geração de emprego e renda, na capital e no interior, bem como o modelo Zona Franca de Manaus (ZFM).

Wilson e Braga também falaram sobre o fortalecimento do ensino profissionalizante, por meio do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), entre outros temas.

De modo geral, o candidato Wilson Lima, que concorre à reeleição, aproveitou o espaço concedido pelo RealTime1 de melhor maneira, explicando de forma mais clara o seu plano de governo.

Eduardo Braga, por outro lado, respondeu aos nossos questionamentos de forma menos detalhada e sem responder a totalidade das perguntas, razão pela qual ocupou menos espaço na matéria.

WILSON LIMA E EDUARDO BRAGA RESPONDEM

RealTime1: Os jovens encontram problemas para conseguir o primeiro emprego. Quais seus projetos de curto prazo para resolver isto?

Wilson Lima (WL): Nós vamos ampliar os projetos Da Escola para o Trabalho e Aluno Empreendedor, que começaram a ser realizados pela Seduc esse ano, em parceria com o Cetam e outro, com o Sebrae.

Com esse trabalho a gente entende que os jovens já vão sair do ensino médio mais preparados para o primeiro emprego. E, tão importante quanto essa preparação, é aumentar a oferta de empregos e isso também é prioridade.

Só em crédito para fomento de novos negócios, vamos dobrar o valor que já destinamos e chegar a R$ 1 bilhão no próximo mandato, priorizando o microcrédito, investindo nos pequenos negócios, que gera emprego e renda.

Além disso, vamos continuar defendendo os empregos da Zona Franca, que no meu governo já ultrapassa mais de 105 mil postos de trabalho.

Eduardo Braga (EB): A grade curricular do Cetam será ajustada de acordo com as necessidades do mercado a fim de ampliar as chances de inserção no mercado de trabalho.

RealTime1: O que o senhor pensa em fazer para reduzir a desigualdade e entre capital e interior e gerar mais empregos nos municípios do Amazonas?

WL: O meu governo foi o que mais investiu no setor primário em tão pouco tempo. Destinamos mais de R$ 1 bilhão em três anos e sete meses para esse setor. Só em renda direta para produtores foram mais de R$ 300 milhões, com a aquisição da produção da agricultura familiar para merenda escolar e doação de alimentos a famílias em vulnerabilidade social.

Também compramos o pescado e o mobiliário escolar dd fornecedores locais. Pagamos subvenções a produtores de juta e malva, borracha e piaçava e pirarucu manejado, esses dois inéditos. E investimos na recuperação de ramais, vicinais, na piscicultura, reforçamos a assistência técnica e crédito rural, com mais de R$ 84 milhões, e convocamos 435 servidores aprovados em concursos do Idam e da Adaf.

Isso para avançar nesse trabalho que é recuperar décadas de atraso, de abandono do interior do estado. Ainda temos muito a fazer para diminuir a desigualdade e a pobreza e o meu compromisso é continuar trabalhando muito, investindo na regularização fundiária, para que o produtor, dono do seu pedaço de terra, tenha condições de ter acesso a um financiamento, à assistência técnica, ou que possa aproveitar o potencial turístico, oferecendo serviços, gerando renda.

EB: • Novas atividades: O Amazonas vai se tornar uma potência no fornecimento de fertilizantes para todo Brasil. Gerar milhares de empregos com a produção de fertilizantes, a partir do gás natural e de minérios como Silvinita que o estado tem em abundância.

Obras em todo estado: Serão realizadas obras e melhorias na infraestrutura em todo o estado, gerando emprego e dinamizando a economia da capital e de todos os municípios do interior.

RealTime1: O senhor possui planos para os jovens empreendedores e para os micro e pequenos empresários? Quais projetos? Haverá linhas de crédito específicas? Qual o valor dessas linhas?

WL: Avançamos muito nos últimos três anos e a Afeam foi fundamental nesse processo. No meu governo, nós liberamos mais de R$ 515 milhões em operações de crédito. Desse total, mais de R$ 210 milhões foram para operações de até R$ 21 mil, entendendo que o microcrédito faz uma diferença enorme e movimenta a economia.

Nós temos uma política permanente de identificação de oportunidades, para que o crédito chegue a quem realmente precisa. Nós criamos linhas de financiamento importantes, como o Crédito Rosa, para ajudar na independência financeira das mulheres, e também a linha Idoso Empreendedor; o crédito para feirantes, tanto para capital de giro ou investimento; e o Mais Crédito Inclusão, para pessoas com deficiência autônomas.

E, para o próximo mandato, já temos programado destinar R$ 1 bilhão em crédito pela Afeam. Além das linhas de microcrédito e crédito rural, nós vamos também oferecer financiamento para projetos de geração de energia solar, para ampliação da oferta de gás natural veicular, financiando abertura de oficinas, de postos de GNV e também o motorista que queira converter para usar o gás natural.

EB: • Crédito para pequenos negócios: Vai financiar pequenos negócios e criar programas de crédito para jovens, mulheres, produtores rurais e pescadores, por meio da Agência de Fomento do Estado do Amazonas – AFEAM, estimulando a criação de novos negócios e mais oportunidades para todos.

RealTime1: Apesar dos problemas enfrentados pela Zona Franca ao longo do ano, em relação ao IPI, ela é a maior fonte de renda do estado. Quais seus planos para incentivar e atrair empresas para o Polo Industrial? Como governo estadual pode auxiliar nessa tarefa?

WL: Desde que eu assumi o governo essa é uma das minhas prioridades. Em 2019, eu criei o Comitê de Assuntos Tributários Estratégicos, com a participação dos técnicos da Sefaz, da Sedecti, da indústria e do setor produtivo, o que tem sido importante para a gente entender que caminhos a gente pode seguir para continuar avançando na defesa da Zona Franca de Manaus e para aumentar a competitividade das empresas instalada aqui.

E esse canal de diálogo tem sido importante, como também tem sido importante o diálogo com o Governo Federal para que as vantagens comparativas da Zona Franca sejam respeitadas. E, quando necessário, também tenho recorrido ao STF para que sejam garantidos os incentivos à Zona Franca definidos na Constituição Federal. Meu compromisso é com a população do estado do Amazonas.

Além disso, também prorrogamos a lei estadual de incentivos fiscais por mais dez anos, dando a segurança jurídica que os investidores precisam. Resultado disso é que, em pouco mais de três anos, aprovamos R$ 40 bilhões em novos investimentos industriais com geração de 26 mil empregos.

Pela primeira vez, desde 2016, os empregos da Zona Franca de Manaus superaram a marca de 100 mil, chegando este ano a mais de 105 mil postos de trabalho.

EB: Plano Acelera Amazonas: A Zona Franca será fortalecida com a atração de grandes investimentos e novas tecnologias para aprimorar, diversificar e incentivar a vinda de novas empresas, além de gerar milhares de empregos.

RealTime1: De que forma os órgãos estaduais, como Cetam e UEA, por exemplo, podem auxiliar no desenvolvimento e atualização do Polo Industrial, especialmente em relação à questão da indústria 4.0?

WL: Podem contribuir muito na formação de recursos humanos qualificados. No ano passado, inauguramos lá na UEA um complexo de laboratórios chamado Academia Stem, que é voltado ao aperfeiçoamento da formação nas áreas das engenharias, no desenvolvimento de sistemas de informação.

É uma parceria com a Samsung e esse complexo foi instalado na Escola Superior de Tecnologia da UEA. Além dos alunos da universidade, já atendemos mais de 100 alunos da rede pública, para despertar o interesse deles para as áreas da engenharia. Eles participam de cursos ministrados em laboratórios itinerantes da Academia Stem.

Nossos alunos também têm agora a chance de entrar em contato com essas profissões na própria escola, com nossos laboratórios de robótica.

No Cetam também temos ampliado a oferta de vagas e de novos cursos nas áreas de Tecnologia da Informação e Comunicação e também cursos para desenvolver habilidades da indústria 4.0, inovações que trouxemos, inclusive, para a maior escola do Cetam que inauguramos em Manaus, na zona norte.

No próximo mandato, vamos criar um núcleo de educação especializada em novas tecnologias, numa parceria que vai envolver o Cetam, a Seduc e a UEA. A ideia é criar esse núcleo para que os profissionais especializados atuem nas linhas de produção do Polo Industrial, em cadeias produtivas de eficiência energética, e nas áreas do comércio, turismo e cultura.

EB: Parque Tecnológico: O Parque Tecnológico do Amazonas será um ecossistema de inovação com empresas-âncora, grupos de pesquisas locais e nacionais, transformando o estado em um forte polo regional de negócios de Tecnologia da Informação, desenvolvimento de softwares e games.

RealTime1: Depois da crise do IPI, foi muito falado, na campanha, que o Amazonas precisaria de alternativas econômicas. Por isso, queremos saber quais seus planos para o setor primário? De que forma esse setor pode se tornar uma alternativa real de desenvolvimento econômico para o Amazonas?

WL: Temos vários projetos para o próximo mandato voltados ao desenvolvimento do interior. Tenho trabalho muito em parceria com as Prefeituras repassando recursos em convênios e investindo diretamente na melhoria da infraestrutura, como a recuperação de ramais e vicinais.

Ainda precisamos investir muito mais para tirar pelo menos 40 anos de atraso e de abandono do interior, dos nossos produtores rurais. Para isso, além do apoio à produção, do crédito, da assistência técnica vamos continuar investindo na melhoria da infraestrutura, que é importante para que o produtor consiga escoar sua produção, e montar aqui em Manaus um centro de distribuição de produtos agropecuários, com sistema logístico facilitado.

Queremos também avançar, em parceria com as prefeituras e o próprio Governo Federal, na elaboração do Zoneamento Econômico Ecológico e o Zoneamento Agrícola de Risco Climático; na regularização fundiária; facilitar o acesso ao Garantia Safra e ao crédito rural, fomentando principalmente as cadeias produtivas e os projetos prioritários para cada região do estado.

EB: Licenciamento ambiental: Vamos eliminar a burocracia dos licenciamentos ambientais e facilitar o acesso de produtores aos programas de financiamento

PAC do produtor rural: O PAC do Produtor Rural vai facilitar o acesso dos produtores rurais a informações e serviços na área de licenciamento ambiental, regularização fundiária e acesso a crédito. Serão criadas unidades do programa nos escritórios do IDAM – Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal do Amazonas. O espaço será compartilhado com o IPAAM para orientações sobre licenciamento ambiental; com AFEAM facilitando o acesso ao crédito, além de profissionais para orientar sobre a regularização fundiária.

Mutirões Fundiários e ambientais: Mutirões serão realizados para desburocratizar o processo, assegurar a produção legal, permitindo o uso mais produtivo da terra e o acesso a crédito.

Pró-calcário e Sementes
O Programa do Pró-calcário e a distribuição de Sementes vão voltar com mais força para revitalizar a agricultura no estado. Também será desonerado o ICMS dos insumos agropecuários e florestais, incluindo a aquisição de veículos utilitários para transporte da produção.

RealTime1: O turismo sempre é comentado como uma alternativa econômica à Zona Franca. Quais são seus planos para esse setor? Quantos empregos espera que surjam nesse setor nos próximos 4 anos, com esses projetos? O senhor pretende usar os fundos nacionais de incentivo ao turismo? De que maneira?

WL: Nós estamos, efetivamente, investindo para que o turismo deixe de ser apenas uma promessa de matriz econômica. E, repito, buscando tirar o atraso de décadas de falta de investimento. E temos feito isso trabalhando em várias frentes, com ações que vamos ampliar no próximo mandato, quando a gente espera que o turismo comece de fato a se recuperar dos prejuízos causados com a pandemia.

Estamos investindo na reforma de aeroportos, também em parceria com o Governo Federal, e reduzimos impostos para ampliar os voos regionais. Além disso, voltamos a colocar Manaus na rota de voos internacionais e vamos ampliar os investimentos que temos feito na infraestrutura das cidades, com iluminação em LED, asfaltamento de ruas, recuperação de orlas e a implantação de novos terminais hidroviários.

Por outro lado, também vamos ampliar o trabalho que temos feito para o ordenamento da atividade, principalmente com capacitação e regularização de estabelecimentos no Cadastur, e investir na promoção dos nossos atrativos turísticos.

EB: O candidato não respondeu ao questionamento.

Da Redação

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