quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Educação no AM: Wilson e Braga reforçam propostas para 2023-2026

Para o sistema educacional, os candidatos reforçam a necessidade de ampliar o ensino de tempo integral, a educação profissional e expansão da UEA ao interior.
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No próximo domingo (30), 2.647.736 mil eleitores amazonenses estarão aptos a irem às urnas para escolher o próximo governador do Estado. Estão nesta disputa Wilson Lima (UB), que busca a reeleição, e Eduardo Braga (MDB).

Para ampliar o debate acerca das propostas dos candidatos frente aos maiores desafios do Amazonas, o RealTime1 publica uma série de matérias abrindo espaço para a apresentação dos pontos principais dos seus planos de governo, para o próximo quadriênio, para a Saúde, Segurança Pública, Educação e Geração de Emprego e Renda.

Desta vez, Wilson e Braga apresentaram as ideias que pretendem implementar para que a Educação avance no estado, desde os anos iniciais até a formação no Ensino Superior, com destaque a Universidade do Estado do Amazonas (UEA).

WILSON LIMA E EDUARDO BRAGA RESPONDEM:

RealTime1: Quais são seus principais projetos para a educação amazonense avançar? Continuaria alguns programas já em andamento ou reorganizaria tudo de novo, em outras bases?

WL: Os dados mostram que estamos no caminho certo e vamos continuar avançando. Mesmo com pandemia conseguimos ter um bom resultado no Ideb, subimos quatro posições no ranking.

Resultado de iniciativas como o “Aula em Casa”, que atendeu os alunos mesmo no período de restrição da pandemia, com aulas pela TV aberta. Agora, nossos alunos têm direito ao Passe Livre Estudantil. Também aumentamos a oferta de vagas de ensino de tempo integral. Inauguramos 12 Cetus.

Eu fui o governador que mais inaugurou escolas nesse modelo em tão pouco tempo. Também valorizamos os trabalhadores da educação, pagamos o maior abono do Fundeb da história.

EB: Iremos implantar o Programa Novo Cidadão, que vai transformar a vida dos jovens.

As famílias de alunos das escolas públicas terão uma bolsa mensal de R$ 500. Esse valor pode se somar ao auxílio de R$ 600 do Governo Federal, gerando uma renda de até R$ 1.100.

O programa abrange renda familiar, educação, alimentação, formação profissional, atividades culturais, esportivas, além do treinamento e requalificação de pais e mães desempregados para a reinserção no mercado de trabalho.

Para os jovens, o incentivo a habilidades e vocações, acontece com a oferta de atividades alternativas no contraturno da escola, incentivando a permanência do aluno na escola em tempo integral. É educação de qualidade para formar para o mercado e para vida.

RealTime1: Muito se falou, durante a campanha, em ensino técnico e profissionalizante. Como conciliar educação e empregabilidade?

WL: Eu sei o quanto isso é importante para os alunos e para os pais desses estudantes, poder ter um horizonte, aumentar a possibilidade de conseguir o primeiro emprego. Nós já temos dois projetos nessa área que são realizados pela Seduc e que serão ampliados. São projetos que os alunos dividem o tempo entre o ensino regular e o aprendizado de uma profissão ou de como empreender.

O projeto Da Escola para o Trabalho, em parceria com o Cetam, começou esse ano e já está atendendo 1.350 estudantes, que têm a chance de fazer cursos de qualificação. São 15 diferentes tipos de cursos do Cetam e as primeiras turmas vão se formar agora em novembro.

O outro projeto é o Educação Empreendedora, que é feito em parceria com o Sebrae, para desenvolver o empreendedorismo. Dois mil alunos já foram atendidos.

No próximo mandato vamos ampliar a oferta de vagas e alcançar mais de 13 mil alunos com esses dois projetos. Também estamos estruturando nossas escolas de tempo integral com laboratórios de robótica, já inauguramos 44, sendo 25 no interior. Nossa meta é implantar 100 laboratórios. Isso faz a diferença e prepara melhor nossos estudantes para o mercado de trabalho.

EB: A Rede das Escolas de Tempo Integral será ampliada, atuando como instrumento de proteção social, com um currículo que inclua atividades esportivas, culturais, científicas e qualificação profissional de acordo com a vocação da região. O projeto será executado em parceria com o Cetam.

RealTime1: Hoje, a Universidade Estadual do Amazonas (UEA) possui autonomia administrativa. Quais são suas propostas para que a UEA possa integrar uma estratégia de desenvolvimento do nosso estado?

WL: Nós vamos continuar investimento para ampliar a estrutura da UEA, principalmente no interior, onde já inaugurei núcleos em Santo Antônio do Içá e São Sebastião do Uatumã.

Também temos planejada a construção de um Hospital Universitário, o que vai contribuir muito não só para formação dos profissionais de saúde da universidade mais vai aumentar a oferta de atendimento em Manaus.

Quero discutir com a comunidade acadêmica o destino da Cidade Universitária, um projeto que não foi levado a diante. E continuar valorizando os servidores, pagando datas-bases e garantindo o direito a promoções de professores e técnicos-administrativos.

EB: Quero retomar na UEA o programa Reescrevendo o Futuro. Com ele reativado, jovens e adultos voltarão a ser alfabetizados com aulas aos sábados ministradas por professores da UEA. Lá, os alunos terão a alimentação garantida.

Também priorizarei a modernização e Expansão da UEA. Será construído o primeiro centro da UEA direcionado aos povos indígenas na comunidade de Belém do Solimões, em Tabatinga.

A estrutura da UEA também será modernizada com novos laboratórios; as unidades do interior serão recuperadas e as que não funcionam, irão cumprir sua função de ensino; valorização dos alunos e dos profissionais da educação.

Da Redação

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