quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Wilson e Braga apresentam propostas para a Segurança Pública do AM

Redução no índice de criminalidade no Estado, o combate ao tráfico de drogas nas áreas de fronteira e a questão da superlotação nos presídios foram algumas pautas abordadas.
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Dando continuidade à série de entrevista do RealTime1 que visa a ampliar o debate acerca das propostas dos candidatos Wilson Lima (UB) e Eduardo Braga (MDB) ao Governo do Amazonas, trazemos, hoje (25), à tona, propostas para enfrentar a Segurança Pública.

Além de trazer seus planos para reduzir os índice de criminalidade no Amazonas, os dois candidatos foram questionados sobre seus projetos para o combate ao tráfico de drogas e para a desafogar o sistema prisional do Estado.

No Amazonas, 2.647.736 mil eleitores devem escolher entre Wilson ou Braga para o cargo de governador no próximo domingo (30).

WILSON LIMA E EDUARDO BRAGA RESPONDEM

RealTime1: Caso eleito, o senhor tem algum programa específico para reduzir a criminalidade no Estado?

Wilson Lima (WL): A redução da criminalidade só é possível com o investimento no tripé valorização dos policiais, melhoria da estrutura e uso da tecnologia.

Vamos continuar ampliando investimentos, com novos concursos públicos; com políticas de valorização dos policiais, que agora contam com gratificação para qualificação em cursos de especialização; com a melhoria da estrutura, como com a implantação do programa Ribeirinho Seguro, que vai aumentar o patrulhamento fluvial.

Além disso, ampliaremos os investimentos em tecnologia, como com a aquisição de novos sistemas de informação que fortaleçam o trabalho de inteligência e de investigação de crimes e levando programas como o “Paredão” para municípios do interior.

Eduardo Braga (EB): Colocando mais policiais nas ruas. Também iremos contratar seis mil policiais civis e militares para fortalecer o combate ao crime e à violência na capital e no interior.

Manteremos as delegacias abertas 24 horas, garantido o direito básico do cidadão à proteção do Estado e iremos deixar o Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) equipado.

A polícia técnica precisa de novas tecnologias para fazer investigações mais inteligentes e aumentar o índice de resolutividade dos crimes. Além disso, vamos implantar uma Central de Custódia, para resguardar vestígios e provas policiais coletadas na cena do crime; e um sistema de reconhecimento facial.

RealTime1: Como o senhor pensa em reduzir o déficit de vagas em em presídios?

WL: Entregamos neste ano a Unidade Prisional de Tefé, uma obra que conta com recursos do Ministério da Justiça e Segurança Pública e que estava parada desde 2012, com menos de 30% de execução. Também estamos com obras em andamento da Unidade Prisional de Maués e com licitação para a Unidade Prisional de Manacapuru.

EB: o candidato não respondeu a este questionamento.

RealTime1: O senhor tem algum projeto para o enfrentamento ao tráfico de drogas?

WL: No que nos cabe fazer temos avançado, entendendo que o enfrentamento do tráfico de drogas aqui no estado do Amazonas, com uma fronteira gigantesca com países produtores de droga, é uma tarefa que exige atuação forte do Governo Federal.

Desde 2019, já registramos uma apreensão recorde de drogas, de mais de 60 toneladas. É um avanço que conseguimos no trabalho conjunto com o Governo Federal, como com a Operação Hórus, nas fronteiras, e com os investimentos que temos feito, com a implantação da base Arpão, lanchas blindadas, substituição do armamento por armas mais potentes.

Estamos caminhando para tirar o atraso da falta de investimentos. No próximo mandato, vamos fazer mais concursos para reduzir o déficit de policiais. A meta é também ampliar parcerias com o Governo Federal para o combate ao tráfico de drogas e continuar reestruturando nossas forças de segurança, melhorando também a estrutura física, como com a implantação do novo batalhão da Rocam e o novo Comando da PM.

EB: Lançaremos o ‘Segurança nas Fronteiras’. Como o nome diz, o programa vai reforçar a segurança nas fronteiras em cooperação com as forças federais para combater o tráfico de drogas e o crime organizado.

Da Redação

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