quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Durango Duarte explica fatores que derrubaram Bolsonaro no Amazonas

O presidente Jair Bolsonaro apareceu 12% atrás de Lula no quesito potencial de votos no Amazonas, Estado em que o resultado costuma espelhar o que acontece em todo o País
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Durango Duarte explica pesquisa sore Bolsonaro

O pesquisador chefe da Perspectiva Mercado e Opinião, Durango Duarte, elencou, nesta quinta-feira (25), quatro fatores que jogaram contra o presidente Jair Bolsonaro na pesquisa de intenção de votos feita em Manaus e em mais sete municípios do interior, e na qual ele aparece 12% abaixo da intenção de votos no ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele ainda alertou que intenção de votos em Manaus, nas últimas seis eleições presidenciais, espelharam o resultado final da eleição.

O primeiro fator é o desgaste natural de um governo que vem errando muito no combate à pandemia de Covid-19. “Ele venceu a eleição no Amazonas, mas com dois anos de governo é natural que aconteça um desgaste”, afirma Durango.

O segundo fator é a entrada em cena de um opositor com grande recall positivo no Amazonas, no caso, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que mesmo ausente da eleição de 2018, conseguiu fazer com que o candidato petista Fernando Haddad perdesse apenas nos municípios de Apuí e em Manaus.

A suspeição e o desgaste sofrido pelo ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro também impulsionou a intenção de votos dos eleitores amazonenses no ex-presidente, considerado uma vítima do ex-juiz.

Por fim, um ponto enfatizado por Durango para a queda das intenções de voto do presidente é a atuação atrapalhada e as promessas feitas aos amazonenses e não cumpridas pelo ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. “Ele veio aqui e prometeu que Manaus, já em abril, estaria bem, com a maioria da população vacinada. Depois prometeu vacinar o grupo de mais de 50 anos (isso para o dia 15 de fevereiro), mas até hoje isso não aconteceu. Isso gerou um desgaste a mais no desgaste natural que um presidente tem no cargo”, analisou.

Durango também lembrou que nas últimas seis eleições presidenciais, desde o embate entre Fernando Henrique Cardoso e Lula, em 1998, o resultado obtidos pelos candidatos no Amazonas corresponderam ao resultado registrado nas urnas em todo o País. Ou seja, quem ganha eleição no Amazonas costuma ser o vencedor da eleição presidencial no País inteiro.

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