Mais que a possibilidade de adquirir novas doses de vacina, um dos assuntos mais comentados sobre a solenidade convocada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem presidente) desta quarta-feira (10) foi o fato de que, logo após o primeiro contato do ex-presidente Lula com a imprensa, horas antes, todo o escalão presidencial demonstrava um novo comportamento diante da pandemia.
O próprio presidente surgiu usando máscara de proteção facial, item que ele criticava continuamente e pouco usava, mesmo cumprindo agenda em diversos estados e em meio à aglomerações causadas pela sua presença.
“Eficácia dessa máscara é quase nenhuma”, chegou a dizer em agosto.
Num tom mais moderado, Bolsonaro passou a defender a vacinação, anunciando que até o final do ano o país terá 400 milhões de doses de imunizante contra a Covid-19.
Outra clara mudança foi o recuo em relação ao uso de medicamentos no combate à doença. Hoje, ele disse que os fármacos “talvez não façam efeito”.
Internautas apontam que a tendência, a partir de agora, será a de que tanto o presidente quanto seus familiares e outros membros do Governo tentem se transformar em “defensores da vacina” e do uso de máscara.
Um de seus filhos e senador da República, Flávio Bolsonaro, chegou a divulgar uma imagem de seu pai com a frase “Nossa arma é a vacina”.
Texto: Rosianne Couto
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