quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Dominguetti revela detalhes de como chegou a Élcio Franco e Roberto Dias

Cúpula do Ministério da Saúde recebeu o representantes comercial da Davati Medical Suplly, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, que presta depoimento na CPI da Covid-19.
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O representante comercial da empresa canadense Davati Medical Suplly, Luiz Paulo Dominguetti Pereira, explicou, durante depoimento prestado a Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid-19, os caminhos que o levaram a fazer uma oferta de 400 milhões de doses da vacina AstraZeneca à cúpula do Ministério da Saúde em fevereiro deste ano, quando afirma ter sido achacado com um pedido de propina de US$ 1 por cada dose de vacina.

Domingueti afirmou que um parceiro comercial identificado como Odilon o aproximou do ex-diretor substituto de Logística do ministério, o tenente-coronel Marcelo Blanco, que havia sido exonerado do cargo em 18 de janeiro, mas que posteriormente abriu uma empresa para comercialização de medicamentos e insumos hospitalares.

Blanco o levou ao então diretor de Logística, Roberto Dias, exonerado do cargo nesta quarta-feira. Foi Roberto Dias que cobrou a propina de US$ 1 por cada dose da vacina.

A segunda forma de aproximação se deu com a intermediação do reverendo Amilton Gomes de Paula, líder de um instituto chamado Senah, que conseguiu uma agenda no Ministério da Saúde para tratar da compra de vacinas por empresa privadas, uma ação que contava com o apoio dos empresários Lucian Hang, do grupo Havan, e Carlos Wizard Martins.

“Nessa audiência, que tinha representantes de empresa petrolíferas interessadas em comprar vacinas, estava o coronel Élcio Franco. Falei com ele, mostrei nossa proposta, mas ele não a conhecia, embora estivesse protocolada no ministério e já fosse do conhecimento do senhor Roberto Dias”, explicou Dominguetti.

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