A escolha do próximo governador do Amazonas, mais uma vez, deverá ser decidida em dois turnos. Pelo menos é o que indicam as pesquisas de intenção de votos realizadas até agora.
Resta saber quem estará na disputa, já que as pesquisas são ‘radiografias’ do momento e os pré-candidatos sequer foram confirmados nas convenções partidárias, cujo prazo termina no dia 5 de agosto.
As campanhas eleitorais, que acabam ‘animando’ os eleitores, também ainda não ganharam as ruas e só estarão liberadas a partir do dia 16 de agosto.
2º turno definiu as últimas três eleições
As três últimas vezes que os amazonenses escolheram o comando do Estado (2014, 2017 e 2018) tiveram que fazê-lo em eleições de dois turnos.
Em 2014, José Melo (Pros) ganhou de Eduardo Braga (MDB). Em 2017 a vitória ficou com Amazonino Mendes (Cidadania), novamente sobre Braga. Em 2018, Wilson Lima (União Brasil) derrotou Amazonino que tentava a reeleição ao Governo do Amazonas.
Sobre as três últimas disputas ao Governo, já no segundo turno, José Melo ao enfrentar Eduardo Braga em 2014, o venceu com diferença de 11 pontos percentuais: José Melo somou 869,9 mil votos (55,5%) e Braga, 696,4 mil votos (44,5%).
Já em 2017, Amazonino Mendes vence com 782,9 mil votos (59,2%) Eduardo Braga que totalizou 539,3 mil votos (40,8%). A diferença é de 18,4 pontos percentuais.
Na última Eleição, em 2018, a vitória de Wilson Lima foi de 17 pontos percentuais. Wilson, com pouco mais de 1 milhão de votos (58,5% dos votos válidos) foi escolhido governador, enquanto Amazonino teve 733,4 mil de Amazonino (41,5% dos votos válidos).
Alianças fazem a diferença
Para o cientista político, Breno Rodrigo de Messias Leite, cada eleição é um recorte do seu tempo e é complicado definir o que leva um pleito para o segundo turno. São diversos fatores como a relação entre prefeitos e governadores, as alianças regionais e o peso do apoio do Governo Federal.
“Por exemplo, o governador em reeleição tende a ampliar seu eleitorado. É o caso de Wilson Lima que antes (em 2018) era o desafiante e agora teve quatro anos para fazer obras, investimentos, beneficiar grupos sociais, usar a máquina”, explica o cientista político.
Já Amazonino Mendes, avalia Breno, tem uma base fiel, “mas ele tem, historicamente, dificuldades de chegar aos 40%”, compara Breno Messias.
O analista também destaca o peso da corrida presidencial no desempenho regional, mas adianta que no caso desta eleição, há uma indefinição pois tanto o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o presidente Jair Bolsonaro (PL) não têm um peso nas aliança locais, como aconteceu com as eleições para prefeito, em 2020.
“Assim como na eleição da Prefeitura, os candidatos locais não estão se alinhando por ideologia, estão sendo mais pragmáticos”, afirma Breno.
Texto: Emerson Medina
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