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sábado, 28 de maio de 2022

Deputados questionam morosidade em processo contra Joana Darc

Desde ontem (12) os parlamentares cobram um posicionamento da Aleam sobre o caso da deputada Joana Darc por suposta quebra de decoro após acusação de compra de votos.

13 de abril de 2022

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Wilker e Dermilson comparam o caso com o de outros deputados em SP e RJ (Foto: Reprodução)

Ontem (12), durante uma discussão sobre a demora na aprovação de requerimentos pela Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), os deputados Wilker Barreto (Cidadania) e Dermilson Chagas (Republicanos) aproveitaram para cobrar uma resposta no caso da deputada Joana Darc (UB) que acusou 16 colegas de parlamento de terem recebido R$ 200 mil para elegerem o deputado Roberto Cidade (UB) como presidente da Casa.

Hoje (13), os parlamentares fomentaram novamente a discussão acerca da morosidade do parlamento em atribuir uma punição para a deputada.

Na sessão de ontem, Dermilson chegou a comparar a rapidez com que outras Casas Legislativas julgam atos envolvendo parlamentares.

”Lá no Rio, um vereador foi para a Comissão de Ética e, talvez, seja expulso. Lá em São Paulo um deputado falou sobre mulheres na Ucrânia, vão cassar o mandato dele. Aqui, a pessoa chama a gente de corrupto no plenário e nada anda”, criticou o parlamentar ao cobrar uma resposta da Casa.

”Tem um processo em andamento em que a deputada Joana disse que 16 deputados pegaram R$ 200 mil, cada um, e até agora não veio [o processo] para a comissão correspondente. Fica parecendo que ela falou a verdade, porque não há punição”, completou.

Wilker reforçou o pronunciamento de Dermilson afirmando que o processo avançou na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), mas que ainda precisa ir para a Comissão de Ética para que a deputada possa responder pelo que disse em plenário.

”Eu já ingressei com um requerimento à CCJ para que o regimento seja cumprido e em caráter célere. Como bem relatou o deputado Dermilson, uma deputada, numa fala infeliz, na minha opinião merece sim uma punição honrosa e, se tiver cassação, o plenário vai decidir”, disse.

Wilker frisou que caso a maioria dos colegas livre a deputada de responder ao processo, não será com o seu aval.

”O pedido de desculpa veio com oito meses de atraso. Da cassação, ela até se livrou, pela nossa omissão. Mas de uma punição, não. A mesa precisa se posicionar. se quiser passar a mão na cabeça, que passe mas torne público e não com a minha anuência”.

Até o fechamento desta reportagem o RealTime1 tenta contato com a deputada Joana Darc por meio do seu número de telefone particular, mas não tem as chamadas atendidas. A assessoria da parlamentar informou que daria um retorno à reportagem mas, no entanto, não tem respondido às novas solicitações.

Joana D’Arc fala em perseguição

Procurada nesta terça (12) e quarta (13), Joana D’Arc comentou o assunto para o RealTime1 na tarde deste sábado (16). A parlamentar afirma que os colegas querem chamar atenção por conta do período eleitoral e diz ainda que ambos gostam de perseguir mulheres.

”A insistência é porque o Wilker Barreto me persegue desde que éramos vereadora na Câmara Municipal de Manaus, e ele e o Dermilson querem reviver um fato que já está sendo resolvido, onde eu já pedi desculpas. Querem mídia com isso é claro, me prejudicar, afinal quem acompanha a política de perto, sabe da tremenda vontade deles de perseguirem as mulheres”. Joana disse ainda que em outros episódios, onde ela se considerou ofendida, Wilker e Dermilson não precisaram responder.

”Quando Wilker Barreto chamou eu a Deputada Alessandra de Marias do Bairro no sentido pejorativo, não houve nenhuma punição para eles. O Dermilson me desrespeitou enquanto eu estava na tribuna mandando beijinhos e sequer houve uma advertência”.

Entenda o caso

No dia 3 de dezembro de 2020, durante a eleição para a nova mesa diretora da Aleam, a deputada Joana Darc disse, em plenário, que o deputado Roberto Cidade (UB) teria comprado o voto dos colegas. Na ocasião, Cidade tornava-se o presidente recém-eleito para comandar o parlamento estadual.

”O deputado Roberto Cidade tramou todos os dias. Ele foi atrás de comprar votos dos deputados estaduais. E eu digo o valor, porque ele não chegou a falar comigo, mas aqui todo mundo fica sabendo das coisas: o voto era R$ 200 mil”, disparou a parlamentar na época.

Texto: João Luiz Onety

*Matéria atualizada às 18h00 em 16/04/2022

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