O foco principal da CPI da Pandemia será os ex-ministros do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), especialmente o ex-ministro Eduardo Pazuello que ficou 10 meses no cargo e é o mais criticado pelos senadores, pela sua atuação na pandemia. O depoimento estava previsto para a quarta-feira (5), a partir das 10h, mas poderá ser transferido para data ainda a ser confirmada, em função do tempo dos depoimentos e questionamentos a serem feitos pelos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich.
Um dos pontos que deverá ser o mais abordado no seu depoimento é a crise da falta de oxigênio no Amazonas, em janeiro deste ano, quando o Estado vivenciou o pico da segunda onda da doença. Pazuello nega que tenha sido informado sobre a falta do insumo com antecedência aos dias 13 e 14 de janeiro, em que 55 pessoas perderam a vida devido à falta do oxigênio.
No entanto, a empresa White Martins, responsável pelo abastecimento de oxigênio, afirmou que encaminhou e-mail no dia 11 de janeiro a dois coronéis do Ministério da Saúde. Na mensagem foi requerido “apoio logístico imediato” que só chegou, em parte, no dia 15, um dia após o pico da falta do produto.
Além disso, o ministro confirmou a leitura de outro e-mail, direcionado a ele no dia 7 de janeiro. No entanto, depois negou e disse que a notícia havia chegado até ele apenas no dia 17 de janeiro.
Empresa White Martins
Antes de se tornar efetivamente o presidente da CPI, o senador Omar Aziz (PSD) afirmou que a empresa White Martins será convocada para explicar a crise de oxigênio, bem como explicar como e quando avisou as autoridades de saúde.
Texto: Milena Soares
*Matéria atualizada às 15h55 para alteração das datas dos depoimentos dos ex-ministros da Saúde que antecederam Eduardo Pazuello.
Leia mais: