quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Covid-19: Bolsonaro pode ser indiciado por charlatanismo e curandeirismo

O presidente Jair Bolsonaro foi um dos principais propagadores do uso do remédio ivermectina no tratamento da Covid-19 no Brasil.
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Bolsonaro
Bolsonaro disse que não existe interferência e que ninguém quer impor nada em relação ao processo eleitoral brasileiro (Foto: Reprodução)

O presidente da CPI da Pandemia, senador Omar Aziz (PSD-AM), junto com o vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP, e o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), decidiram, nesta quarta-feira (11), sugerir o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro pelos crimes de curandeirismo, charlatanismo, de epidemia e de publicidade enganosa. Somados, eles podem resultar em uma pena máxima superior a 18 anos de prisão.

De acordo com Renan Calheiros, a decisão foi tomada depois do depoimento do diretor da farmacêutica Vitamedic, Jailton Barbosa, em que ficou claro que a empresa patrocinou a publicidade da ivermectina como se ela tivesse efeito contra a Covid-19, o que não é verdadeiro.

O presidente Jair Bolsonaro foi um dos principais propagadores do uso do remédio no tratamento da Covid.

A equipe de Renan Calheiros selecionou sete vídeos em que o presidente aparece falando bem do medicamento, em lives, discursos ou em conversas com apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada.

Fabricantes de Ivermectina

Os senadores vão enquadrar também as fabricantes de ivermectina.

A Vitamedic, por exemplo, multiplicou as suas vendas durante a pandemia, mesmo após haver comprovação científica de que o medicamento não é eficaz no tratamento da Covid-19.

O salto na venda de Ivermectina chegou a 1.105%.

Além disso, destinou R$ 717 mil para financiar manifestos em defesa do chamado tratamento precoce, feitos pela organização Médicos pela Vida.

Ou seja, a fabricante que lucraria com as vendas do medicamento pagou uma publicidade em que médicos defendiam o tratamento precoce, sem eficácia comprovada.

Depois de concluir seus trabalhos, a CPI faz um relatório e encaminha ao Ministério Público Federal com sugestões de indiciamento daqueles que entender que cometeram crimes.

Da Redação, com informações da Folha de São Paulo

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