quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Coari: Adail fala em 'tapetão' e Tiradentes diz que responderá nas urnas

Adail Filho disse que o TSE apresentou uma decisão monocrática e quer a avaliação de todo o plenário. O clã Pinheiro diz não aceitar tapetão e que vai recorrer do veredito.
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Pela primeira vez, após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter mantido sua cassação, o prefeito eleito de Coari, Adail Filho (PP) falou sobre o assunto. Ele optou por comentar a decisão em uma entrevista concedida no último sábado (1º), a três emissoras de rádio do município coariense. Ao RealTime1, seu opositor, Robson Tirandentes (PSC), rebateu os comentários do prefeito cassado.

Adail venceu o pleito de 2020 com 59,45% da preferência do eleitor, contabilizando 22.220 votos. Em segundo lugar, ficou o candidato Robson Tiradentes (PSC), que com 8.871 votos, garantiu 23,74% dos votos válidos.

Foi Robson que, ao lado de outras duas pessoas, apresentou a notícia de inelegibilidade ao Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas (TRE-AM). O órgão local já havia deferido pela cassação da candidatura, por unanimidade, em dezembro do ano passado. Para Adail, um “tapetão”.

“Os derrotados nas urnas, envergonhados por sua votação esdrúxula, querem a todo custo assumir o poder que a democracia não lhes concedeu. Não vai ter tapetão”, disse Adail na rádio.

Para Robson, Adail quer confundir os eleitores, se colocando como vítima na situação e “sendo arrogante como sempre”.

“O deboche dele é sempre direcionado a mim. Quero esperar as eleições para que eu responda ao deboche nas urnas. Não sou eu ou você quem está dizendo que ele não pode concorrer, foi um ministro, relator do processo, que cassou o recurso dele”, disse Robson, referindo-se à decisão que obriga Coari a realizar, dentro de um prazo de 60 dias a contar da decisão, um novo pleito para que a população escolha seu prefeito.

Judicialização do pleito

A história parece estar longe do fim. Apesar de o TSE ter mantido a cassação e decidido por novas eleições em Coari, a data ainda não foi definida. E Adail ainda garantiu que vai recorrer da decisão porque quer que todo plenário avalie a situação.

“O ministro [Tarcísio Vieira] decidiu, monocraticamente, que nós estaríamos exercendo o terceiro mandato dentro do mesmo núcleo familiar, o que seria vedado pela Justiça Eleitoral. Mas como essa decisão não foi analisada pelo plenário do TSE, que é composto por sete ministros, nós vamos recorrer da decisão”, falou Adail, novamente alfinetando o adversário, dizendo que a judicialização ocorre por causa de “pessoas que não aceitam a derrota nas urnas”.

Robson disse ao RealTime1 que toda resposta ao clã Pinheiro será dada nas urnas e que, hoje, já está articulando com lideranças do município para viabilizar sua vitória na nova eleição de Coari.

“As pesquisas, hoje, apontam que estou em primeiro lugar. Vou aguardar a liberação do Tribunal para que eu possa ir para as ruas [fazer campanha]. Por enquanto, tenho conversado com líderes de diversos segmentos de Coari e eles vêm fazendo essa articulação com o povo”, disse, como se autodenomina, “candidato de real oposição” à família Pinheiro.

Procurado pela reportagem, o TRE-AM não respondeu ao e-mail ou às mensagens enviadas via WhatsApp que questionava o órgão sobre a confirmação de uma nova data para que o pleito seja realizado novamente em Coari.

Da Redação

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