A Câmara Municipal de Manaus (CMM) voltou atrás e aprovou a flexibilização na lei municipal que proíbe distribuição gratuita de sacolas plásticas e vai permitir pelos próximos 12 meses a distribuição nos supermercados da capital. A lei entrou em vigor na última quinta-feira (30) e, desde então, consumidores estavam sendo cobrados pelas sacolas.
O remendo na lei 485/2021 da vereadora Glória Caratte (PL) foi proposto pelo vereador Elissandro Bessa (SD). A proposta foi aprovada por unanimidade e agora segue para sanção do prefeito.
“Fica proibida a distribuição gratuita de sacolas plásticas a partir de 20 de outubro de 2022 porque o comércio vai ter um ano para se adequar. A partir da aprovação dessa emenda fica permitida a distribuição gratuita das embalagens de plástico comum”, explicou o líder do prefeito David Almeida (Avante) na CMM, Marcelo Serafim (PSB).
Ainda segundo ele, depois do prazo de um ano ficarão proibidas as de plástico e ficará permitida por mais um ano a distribuição das biodegradáveis por estabelecimentos comerciais.
“O projeto de lei permite que o comerciante dê de forma gratuita, tanto as de plástico comum nos próximos 12 meses, quanto as de plástico biodegradável nos 12 meses seguintes. Após esse período de dois anos ficam proibida todas as sacolas”, disse o líder.
“Infelizmente vamos esperar um ano para não ter mais árvores de sacola na cidade de Manaus. Vamos continuar gastando para tirar lixo dos igarapés de Manaus. A população paga duas vezes, pagamos pela sacolas e para tirá-las dos igarapés. Esperamos que daqui há um ano não tenha o mesmo mimimi. Tomará que conseguimos criar o hábito de ter a ecobeg”, lamentou Bessa que foi o proponente da emenda.
Texto: Jefferson Ramos
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