O vereador Amom Mandel (Cidadania), que na manhã desta quinta-feira (9) convocou a imprensa para divulgar o que chamou “dossiê da caixa-preta do transporte coletivo de Manaus”, aproveitou a ocasião para criticar prefeitos dos últimos 16 anos, inclusive o ex-prefeito Amazonino Mendes (Cidadania), a quem apoia para o Governo do Estado nas eleições deste ano, e o ex-prefeito Arthur Virgílio (PSDB), que apoia para o Senado.
Ele apresentou um histórico sobre as contratações e licitações de empresas de ônibus para a operação do transporte coletivo de Manaus, cujo levantamento feito apontaria gastos milionários.
Entretanto, ao ser questionado pelo RealTime1 sobre o que mais encarece a tarifa do transporte coletivo e se ele saberia qual o atual Índice de Passageiros por Quilômetro (IPK) do transporte público de Manaus, o parlamentar não soube informar e culpou a falta de transparência dos órgãos municipais.
Sobre o IPK o vereador disse que o índice constaria do “dossiê” apresentado. No entanto, ao longo das 45 páginas documento, intitulado como Dossiê da Mobilidade Urbana de Manaus, apenas uma citação foi encontrada, quando dito que um dos acordos realizados prometia melhorias na infraestrutura, aumento da velocidade média dos ônibus e do Índice de Passageiros por Quilômetro (IPK), visando ainda, em longo prazo, a redução da tarifa.
Apesar do “dossiê” apresentado por Amom citar dados das últimas três gestões municipais e do atual prefeito Davi Almeida, notou-se que o vereador ‘bateu’ muito mais na gestão de Serafim Correa (PSB), pai do vereador Marcelo Serafim (Avante), com quem teve, nesta quarta-feira (8), uma acalorada discussão na Câmara de Manaus (CMM) por causa de um Projeto de Lei sobre o transporte público.
Vem aí…
O vereador garantiu que o documento apresentado hoje é o primeiro volume de uma série de dossiês que ele pretende apresentar. Amom citou, inclusive, que deverá entregar o que foi colhido aos órgãos competentes.
”Vamos enviar para todos os órgãos de controle do Amazonas e até mesmo para a Receita Federal para que seja apurada a possível dívida a nível trabalhista de FGTS, dívidas de impostos federais e entre outras coisas”.
”Tem um estudo completo nos anexos do nosso dossiê quanto ao IPK. No entanto, o cálculo da tarifa técnica atualmente não tem sido publicado pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU) e pelo Sinetram de maneira satisfatória para gente. Estamos tendo dificuldades em acessar qual é essa base de cálculo que eles estão utilizando agora. Em tese, isso deveria estar de fácil acesso no site do IMMU”, disse o vereador.
Da Redação
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