quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Cadeira de Omar fica mais concorrida: Henrique Oliveira é pré-candidato

Após ser vereador, deputado federal e vice-governador, Henrique quer chegar ao Congresso Nacional ocupando a vaga de senador em 2022.
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O ex-vice governador Henrique Oliveira (Pros) decidiu se juntar ao grupo de pré-candidatos a tomar a vaga de Omar Aziz (PSD) no Senado em 2021.

Com o anúncio de que vai se candidatar ao Senado no ano que vem, Henrique se une a um grupo que já tem o Coronel Alfredo Menezes (Patriota), Chico Preto (sem partido) e Arthur Neto (PSDB) – que ainda não anunciou oficialmente sua pré-candidatura, mas entrega suas pretensões com ataques constantes e sistemáticos ao atual titular da vaga, Omar Aziz, que vai tentar a reeleição.

“Eu estou como pré-candidato ao Senado. Acho que posso contribuir com o processo”, declarou Henrique ao RealTime1.

As credenciais de Henrique

Indagado sobre a escolha pelo Senado, em detrimento de concorrer para deputado federal ou estadual, por exemplo, Henrique apresentou o que acredita serem sua credenciais para disputar o cargo.

“Já fui vereador, deputado federal, e vice-governador. Fui terceiro colocado nas eleições para prefeito com diferença de apenas 2% para ir para o segundo turno. Já dei minha contribuição. Sem ser pretensioso, mas acho que posso fazer mais pelo Amazonas no Senado do que os que estão lá”, afirmou Henrique.

A eleição para prefeito a que Henrique se refere foi em 2012, quando ficou em terceiro lugar, com 16,46% dos votos, atrás de Arthur Neto, com 40,60%, e Vanessa Grazziotin (PCdoB), com 19,93%, que disputaram o segundo turno. Arthur saiu vitorioso, se reelegendo em 2016.

Direitos políticos mantidos

Em 2018, por meio de uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Henrique teve seus direitos políticos mantidos. Ele havia sido cassado, quando era vice-governador, junto com o ex-governador José Melo, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por compra de votos nas eleições de 2014.

Na decisão, o ministro Ricardo Lewandowski deliberou que, embora a cassação tenha sido para Melo e Oliveira, a inelegibilidade não deveria ser estendida ao vice, uma vez que “não houve comprovação de que ele participou do crime de compra de votos”

Em 2020, Henrique Oliveira se candidatou a vereador e não conseguiu uma vaga.

Texto: Omar Gusmão

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