Com uma tradição elitista e patriarcal, o Brasil mantém a tradição impregnada nas instituições de estado como Legislativo, Executivo e Judiciário, segundo o cientista político Carlos Santiago. Ele diz ainda que num país formado, em sua maioria, por mulheres e negros, não vê-los nas esferas do poder remete à uma falsa democracia.
O advogado comentou que os partidos políticos são em sua maioria “antidemocráticos e não buscam a renovação”.
“Eles trabalham para manter o status quo e para beneficiar pequenos grupos que controlam os partidos ou grupos familiares. Isso é muito claro no sistema político brasileiro onde mulheres, negro e indígenas são sub-repreentadas”, disse Santiago.
Ainda segundo o cientista político, a população não está representada nos governos, no parlamento e nas casas legislativas.
“O Brasil tem uma falsa democracia representativa porque a sociedade tem na sua maioria mulheres, negros e tem uma comunidade expressiva de indígenas, mas isso não se traduz nas esferas do poder”, disse o advogado.
Segundo o advogado, “é um milagre” a eleição de um representante popular.
“O Brasil é um país muito perverso para quem não tem o controle partidários, para quem não é branco, de uma família da polícia, disputar as eleições é quase um milagre. O sistema não é inclusivo e trabalha sempre para ser excludente”, afirmou Santiago.
A saída para tentar resolver essas questões, segundo o cientista político, é o Congresso mudar a lei dos partidos tornando-os mais democráticos e renovando os seus quadros. No entanto, Santiago diz que seria uma “postura quase milagrosa” do Congresso Nacional optar por esse caminho.
Uma outra saída, segundo Santiago, é a sociedade votar de forma consciente contra aqueles que pretendem se perpetuar no poder e que estão há décadas controlando partidos.
Texto: Aldizangela Brito
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