quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Bolsonaro repete teorias da conspiração e ataca urnas, STF e TSE 

Em reunião com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada, Bolsonaro voltou a reproduzir teorias contadas sobre o funcionamento das urnas em 2018.
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Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (PL) voltou nesta segunda-feira (18) a repetir teorias da conspiração e ataques às urnas eletrônicas em reunião com embaixadores estrangeiros, no Palácio da Alvorada.
No início do encontro, Bolsonaro disse que basearia a apresentação em um inquérito da PF (Polícia Federal) sobre o suposto ataque hacker ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) durante as eleições de 2018.

Trata-se do mesmo inquérito apresentado pelo presidente em live em julho de 2021, quando ele apresentou uma série de mentiras e teorias que circulam em redes sociais para desacreditar o sistema eleitoral.

“Segundo o TSE, os hackers ficaram por oito meses dentro do computador do TSE, com código-fonte, senhas -muito à vontade dentro do TSE. E [a Polícia Federal] diz, ao longo do inquérito, que eles poderiam alterar nome de candidatos, tirar voto de um e mandar para o outro”, disse Bolsonaro.

Ataque a ministros

Bolsonaro também voltou a atacar os ministros Luís Roberto Barroso, Edson Fachin, presidente do TSE, e Alexandre de Moraes, que assumirá o comando da Corte Eleitoral em 16 de agosto.
“O senhor Barroso, também como o senhor Fachin, começaram a andar pelo mundo me criticando, como se eu estivesse preparando um golpe por ocasião das eleições. É o contrário o que está acontecendo”, disse.

O presidente ainda sugeriu que os ministros atuariam no TSE para barrar medidas de transparência. O objetivo, segundo Bolsonaro, seria eleger “o outro lado”.

“Eu ando o Brasil todo, sou bem recebido em qualquer lugar. Ando no meio do povo. O outro lado, não. Sequer come no restaurante do hotel, porque não tem aceitação. Pessoas que devem favores a eles não querem um sistema eleitoral transparente. Pregam o tempo todo que, após anunciar o resultado das eleições, os chefes de estados dos senhores devem reconhecer o resultado das eleições.

Aos embaixadores, Bolsonaro voltou a reproduzir teorias contadas sobre o funcionamento das urnas em 2018. Ele citou que muitas pessoas queriam votar no 17, mas as urnas indicavam voto no 13, número de seu adversário, Fernando Haddad (PT).

Texto: César Feitoza, Marianna Holanda e Matheus Teixeira (FolhaPress)

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