quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Bolsonaro ameaça eleições durante participação virtual em manifestação

Bolsonaro também voltou a criticar o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quem acusou de querer impor a própria vontade.
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Bolsonaro

“Sem eleições limpas e democráticas, não haverá eleição”, disse Bolsonaro, neste domingo (1º), em discurso que foi feito por videoconferência e transmitido por carro de som na Esplanada dos Ministérios. As ameaças de Bolsonaro foram proferidas durante um ano em defesa do voto impresso em Brasília.

“Nós mais do que exigimos, pode ter certeza. Agimos juntos, porque vocês são de fato o meu Exército, o nosso Exército”, prosseguiu.

O mandatário voltou a criticar o que chamou de “jogo do poder” e afirmou que há algumas autoridades que têm o discurso da democracia “apenas da boca para fora”.

O chefe do Executivo também voltou a criticar o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a quem acusou de querer impor a própria vontade. Barroso, ministros do TSE, presidentes partidários e especialistas têm defendido a confiabilidade da urna eletrônica e rebatido acusações de fraude eleitoral.

“Algumas pessoas aqui do Planalto Central, usando a força do poder, querem a volta daqueles que saquearam o país há pouco tempo, querem a impunidade e a corrupção. Não pode, em nenhum regime democrático, uma pessoa ser aquela dona da verdade e reverberar o que ela quer impor para a sociedade”, afirmou Bolsonaro.

O presidente da República ainda convocou manifestação popular na avenida Paulista, em São Paulo.

“Não estou aqui, em hipótese alguma, querendo impor a minha vontade, é a vontade de vocês, simplesmente. Se preciso for dar um último alerta àquele que não tem respeito para conosco, eu convidarei o povo de São Paulo, a maior capital do Brasil, para ir à [avenida] Paulista, para que o som deles, a voz do povo, seja ouvido por aqueles que teimam em golpear a nossa democracia. O povo dirá que voto tem que ser auditável, que a contagem tem que ser pública, e que o voto tem que ser impresso”, pontuou.

Da Redação,com informações do site Metropoles

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