A quebra de patentes das vacinas, discutida em âmbito internacional nas últimas semanas, foi defendida pelo presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, durante depoimento nesta terça-feira (11) à CPI da Covid.
Para ele, apesar da necessidade de avaliação dos prejuízos às empresas e da viabilidade da produção dos medicamentos no País, a liberação da fabricação de imunizantes por outras farmacêuticas é uma questão “humanista”.
Respondendo aos questionamentos da representante da bancada feminina, senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), Barra Torres criticou as ações do presidente Jair Bolsonaro no último fim de semana ao promover um passeio de moto sem máscara e se disse contra qualquer tipo de aglomeração.
“Qualquer coisa que fale em aglomeração, não usar álcool, não usar máscara e negar a vacina não tem nenhum sentido no ponto de vista sanitário” , declarou.
Sobre o uso da hidroxicloroquina, disse que foi defendido pela médica Nise Yamaguchi, mas não soube informar se ela atuaria como conselheira paralela do presidente e afirmou que nas reuniões às quais compareceu, os filhos de Bolsonaro – o vereador Flávio Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro – nunca se fizeram presentes.
Já ao senador Humberto Costa (PT-PE), o presidente da Anvisa falou que entregará à CPI a lista de documentos que estão sendo requisitados para a aprovação de vacinas brasileira ButanVac e Versamune, mas reiterou que nunca houve ordens do chefe do executivo federal para aprovação ou não de vacinas.
Texto: Giovanna Marinho
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