O Supremo Tribunal Federal (STF) deu posse hoje ao novo ministro André Mendonça, que assume a 11ª cadeira do tribunal. Segundo indicado do presidente Jair Bolsonaro (PL) para o cargo, Mendonça teve uma cerimônia rápida, de 13 minutos, e não fez discurso. Entre os ministros do STF, apenas dois não compareceram à posse: Cármen Lúcia e Gilmar Mendes.
Mendonça, que estava acompanhado da esposa e dos dois filhos, vai comemorar a nomeação hoje, às 18h30, em um culto evangélico em Brasília. Além de Bolsonaro, estiveram na posse o vice-presidente, Hamilton Mourão, os presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), o chefe da Casa Civil, Ciro Nogueira, além de outras autoridades.
Mendonça chega ao STF cinco meses após ter sido indicado para o cargo por Bolsonaro. Devido à demora no agendamento da sabatina no Senado, que aprovou o nome de Mendonça por uma margem estreita, o Supremo passou todo o semestre desfalcado de um integrante.
Para participar da posse de Mendonça, Bolsonaro enviou ao STF um teste negativo para covid-19. Como afirma não ter se vacinado e mantém o cartão de vacinação sob sigilo, o presidente precisou fazer um exame para poder entrar no prédio do tribunal.
Pastor presbiteriano, Mendonça foi indicado por Bolsonaro como um nome “terrivelmente evangélico” para o STF. Durante a sabatina no Senado que resultou em sua aprovação para a vaga, no início de dezembro, ele defendeu o Estado laico e garantiu que manterá a religião afastada de seu trabalho no Supremo.
Com informações do UOL
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