quarta-feira, 23 de setembro de 2026

AM pode sofrer com falta de combustíveis após venda da Reman, alerta Serafim

Para Serafim Corrêa, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica precisa rever a venda da Reman para o Grupo Atem, pois as distribuidoras prevêem aumento nos preços.
COMPARTILHE
petrobras atem Segundo Serafim, a compradora da Reman ficaria com todo o desembarque de derivados de petróleo e com isso haveria risco de desabastecimento de combustíveis (Foto: Divulgação/Petrobras)
Segundo Serafim, a compradora da Reman ficaria com todo o desembarque de derivados de petróleo e com isso haveria risco de desabastecimento de combustíveis (Foto: Divulgação/Petrobras)

O deputado estadual Serafim Corrêa (PSB) disse, nessa quinta-feira (2), que a superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve reexaminar com isenção a decisão que aprova a venda da Refinaria de Manaus Isaac (Reman) para o Grupo Atem. Para Serafim, a situação é grave e pode implicar no risco de desabastecimento de combustíveis no Amazonas.

O parlamentar exibiu no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) a matéria jornalística sobre a preocupação das distribuidoras de combustíveis em relação a aumento de preços caso seja confirmada a venda da Reman.

“A refinaria está sendo vendida para o Grupo Atem, mas a Ipiranga, Equador, Raízen e a Fogás estão recorrendo da decisão do Cade para que reexamine, porque o monopólio é muito ruim. Pior do que o monopólio estatal, é o monopólio privado. Vamos ter até o risco do desabastecimento, porque apenas uma distribuidora, que é a adquirente, iria ficar com todo o complexo de desembarque de derivados de petróleo. Isso também pode resultar em aumento de preços”, alertou Serafim.

O líder do PSB na Casa Legislativa afirmou que o tema deve ser debatido e acompanhado pela Assembleia. “Essa luta não é apenas dos petroleiros”.

“Esta é uma luta de grandes empresas que também sentem, a exemplo do que dizem os petroleiros, que nós podemos estar diante de um aumento de combustíveis em decorrência da venda da refinaria de Manaus. Entendo que esse é um debate legítimo que deve ser travado no âmbito deste parlamento, que representa o povo e sabe que como será ruim para o Amazonas esta operação. Espero que o Cade haja com equilíbrio, serenidade e ouça todas as partes”, concluiu.

Com informações da Assessoria

Leia Mais:

COMPARTILHE