Petroleiros realizaram manifestação contra a privatização da Petrobras, na manhã desta quinta-feira (2) em frente à Refinaria Isaac Sabá (Reman). O movimento faz parte do ato unificado nacional, ocasião em que os trabalhadores, por meio do Sindicato dos Petroleiros do Estado do Amazonas (Sindipetro-AM), alinharam a pauta de reivindicações para encaminhamento à Federação Única dos Petroleiros (FUP) e posterior envio à Petrobras.
Segundo o Sindipetro, não há data confirmada para o início da greve e a categoria segue com o indicativo de paralisação aprovado, desde dezembro de 2021. O sindicato também afirmou que cerca de 80% dos trabalhadores da Reman participaram do ato na manhã desta quinta-feira, durante troca de turnos.
Na pauta de reivindicações, os petroleiros consideram os seguintes desdobramentos: do anúncio feito pelo Ministério de Minas e Energia de formalização do pedido ao Ministério da Economia de inclusão da Petrobras na carteira do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), com foco na privatização; o segundo item da pauta vai contra a pressão do presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) ao governo quanto à aprovação por maioria simples do Projeto de Lei que permite a venda de ações da Petrobrás.
“O ato unificado mobilizou a categoria para a entrega de pautas que incluem a privatização da Petrobrás e suas unidades, como a Reman no Amazonas, e as consequências para a população como o monopólio regional privado e aumento dos preços dos combustíveis. A venda da Petrobrás tem sido debatida a nível político e deve envolver a população”, comentou o coordenador do Sindipetro-AM, Marcus Ribeiro.
A Reman é uma das oito refinarias que a Petrobras colocou à venda como parte de uma obrigação do Termo de Compromisso de Cessação (TCC), assinado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 2019. A refinaria foi arrematada pelo Grupo Atem e aguarda conclusão dos trâmites legais para iniciar as operações à frente da Reman.
Texto: Priscila Caldas
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