quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Podemos segue sem líder no Amazonas e pode ter reviravolta

Cotado para a presidência do diretório estadual do Podemos, Abdala Fraxe ainda não foi confirmado oficialmente para o cargo, e pode disputar a vaga com Capitão Alberto Neto.
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A surpreendente debandada do Podemos pegou desprevenido também o deputado estadual Abdala Fraxe, cotado para ocupar a vaga deixada pelo ex-governador Amazonino Mendes na cadeira da presidência do partido no Estado.

Embora no site do Podemos Abdala já esteja sinalizado como presidente do diretório estadual, legalmente ainda não há essa confirmação, pois a mudança não foi formalizada junto ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o que abre espaço para especulação de que outro nome possa assumir a vaga.

Ao RealTime1 o deputado declarou, na sexta-feira (23), durante do lançamento do Programa Educa + Amazonas, do Governo do Estado, que ainda não se pronuncia oficialmente pelo diretório estadual, até que a situação seja regularizada.

“A gente tem ouvido falar durante esses dez dias, mas efetivamente não foi feito nada. Na semana passada, eles entraram em contato comigo e perguntaram se teria algum problema de eu reassumir a presidência. E eu disse que não havia problema algum, mas até ontem à noite no TRE não tinha chegado ainda a informação”, esclareceu o parlamentar.

Abandonaram o barco

Caso assuma o cargo, Abdala deve recebê-lo sem os principais nomes que compunham a sigla. No dia 9 de julho, uma suposta interferência do diretório nacional comandado por Renata Abreu forçou uma debandada na legenda. Os deputados estaduais Wilker Barreto e Dermilson Chagas e os vereadores Amon Mandel e Professora Jacqueline abandonaram o barco, após a integração do partido à base aliada ao governador Wilson Lima (PSC).

Durante a coletiva, onde anunciou a saída junto aos colegas, Wilker disse que a interferência seria uma jogada para, posteriormente, empossar o deputado federal Capitão Alberto Neto (Republicanos) como presidente estadual do Podemos.

Saídas não confirmadas

De qualquer maneira, Abdala disse que está à disposição do partido e lembrou que fez parte da direção da sigla no Amazonas desde 2009 a 2019, quando foi afastado da presidência e deu lugar a Wilker Barreto e, posteriormente, a Amazonino.

“Eu não sei se saiu tanta gente, porque eu não tive acesso a informação nenhuma da diretoria sobre quem saiu, quem deixou de sair. Até porque há os impedimentos legais sobre quem pode sair, quem não pode. Isso é um assunto que nos vamos tratar a partir do momento a gente estiver na presidência”, completou Abdala.

Texto: Giovanna Marinho

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