O Congresso Nacional registrou um rombo de R$ 36 milhões em 2024 com os planos de saúde mantidos para deputados federais, senadores, ex-parlamentares e dependentes.
Os dados são de um levantamento do Ranking dos Políticos, divulgado nesta quinta-feira (22/5), com base em informações obtidas pela Lei de Acesso à Informação.
Os planos da Câmara dos Deputados e do Senado oferecem cobertura médica, odontológica, psicológica e psiquiátrica.
Enquanto o Pró-Saúde segue regras da Caixa Econômica Federal, o SIS do Senado permite reembolsos elevados e atendimentos com profissionais de livre escolha, mediante análise técnica e, em alguns casos, autorização da Comissão Diretora da Casa.
O maior déficit foi registrado no Senado Federal, que gastou R$ 37,4 milhões com o plano de saúde SIS, mas recebeu apenas R$ 4,5 milhões em contribuições dos beneficiários.
O prejuízo de R$ 32,9 milhões foi provocado principalmente por reembolsos médicos fora da rede conveniada, que somaram R$ 19,7 milhões. Também houve R$ 14,9 milhões em indenizações e restituições, além de R$ 2,7 milhões pagos por despesas de anos anteriores.
Na Câmara dos Deputados, o plano Pró-Saúde também apresentou saldo negativo. Em 2024, os gastos chegaram a R$ 10 milhões, mas os beneficiários contribuíram com R$ 6,8 milhões, somando mensalidades e coparticipações. O deficit ficou em R$ 3,2 milhões, repetindo praticamente o mesmo cenário de 2023.
O levantamento destaca que, apesar de os benefícios não serem ilegais, eles geram uma imensa disparidade entre o que é pago pelos usuários e o que sai dos cofres públicos, ampliando o distanciamento entre parlamentares e a população.
Confira na íntegra o levantamento do Ranking dos Políticos:
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