terça-feira, 22 de setembro de 2026

PF acusa Jaques Wagner de receber vantagens em apuração sobre Banco Master

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A apuração da Polícia Federal que embasou decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirma que o senador Jaques Wagner (PT-BA) teria recebido vantagens econômicas indevidas em investigação ligada ao Banco Master. A decisão autorizou a nona fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (18).

Segundo a Agência Brasil, a PF aponta que Wagner teria recebido um apartamento avaliado em R$ 2,45 milhões do banqueiro Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. O senador nega irregularidades e disse, em entrevista à BandNews, estar “absolutamente tranquilo” em relação à investigação.

Na decisão, André Mendonça registrou que a PF apontou “elementos indicativos de recebimento de vantagens econômicas indevidas” pelo parlamentar, direta ou indiretamente, por meio de familiares, pessoas de confiança e estruturas societárias ligadas ao grupo econômico investigado. A PF também sustenta que a relação entre Wagner e Lima seria antiga, próxima e marcada por confiança pessoal.

Os investigadores afirmam ainda que o senador teria recebido outras vantagens, incluindo repasse de mais de R$ 5,5 milhões à BN Financeira, empresa administrada por parentes do político, além de uso gratuito de aeronaves e ingressos para shows no exterior. Parte das informações teria sido obtida a partir de dados extraídos de celulares apreendidos na primeira fase da Operação Compliance Zero.

Wagner admitiu conhecer Augusto Lima e ter pedido que o banqueiro comprasse um apartamento que pretendia adquirir depois, mas negou vínculo com o Banco Master ou com Daniel Vorcaro. Também afirmou que não há transferência patrimonial para seu nome.

A crítica necessária é que investigações envolvendo autoridades e sistema financeiro exigem rigor técnico, transparência e cautela. Acusação policial não equivale a condenação, mas também não pode ser tratada como ruído político. Quando bancos, vantagens privadas e mandato parlamentar aparecem na mesma apuração, o interesse público exige resposta institucional clara.

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