segunda-feira, 24 de junho de 2024

faça parte da Comunidade RT1

Páscoa: setor de chocolates busca alternativas para driblar crise

Com expectativas tímidas em relação à páscoa, empresas apostam em chocolates com preços mais acessíveis e doces saudáveis para atrair o consumidor.
COMPARTILHE
páscoa chocolates crise

Em tempos de pandemia, supermercados e fabricantes de chocolates não têm grandes expectativas com relação às vendas na páscoa.

Para tentar driblar a crise, marcas com preços mais acessíveis e doces considerados ‘saudáveis e conscientes’ são algumas estratégias de fabricantes e revendedores de chocolates do estado na tentativa de não deixar que a data passe em branco.

Chocolate saudável é aposta

A empresa NA’KAU aposta no chocolate ‘saudável’ como alternativa para o incremento às vendas da páscoa. O fundador da empresa, Artur Coimbra, conta que o aumento da demanda por alimentos mais saudáveis leva a empresa a apostar na tendência.

A NA’KAU aumentou em 50% o quadro de mão de obra.

“Será um trabalho em parceria com outras empresas de Manaus para uma páscoa que seja de encontro com a cultura cacaueira do estado. Envolve a divulgação do consumo de chocolates mais conscientes e saudáveis. Focaremos em delivery. Não posso ‘abrir’ muito agora, mas haverá novidades”, adiantou.

Receba notícias do RT1 em primeira mão
quero receber no Whataspp
Quero receber no Facebook
Quero receber no Instagram

Vendas em supermercados devem ser tímidas

De acordo com o vice-presidente da Associação Amazonense de Supermercados (Amase), Ralph Assayag, o segmento se prepara para a data sem grandes expectativas e busca alternativas que atraiam o cliente.

“Todos estamos com o ‘freio de mão puxado’ tendo cuidado com o que comprar. Estamos verificando outras marcas de chocolates que podem estar surgindo e talvez com preços mais acessíveis que possam agradar ao consumidor”, informou Assayag. “Os chocolates deverão estar à venda após o Carnaval”, completou.

Produção parada

Segundo o gerente de marketing da fabricante Bombons Finos da Amazônia, Jorge Silva, neste ano a empresa não contratou novos funcionários e a produção está parada. Ele afirma que a empresa vai manter o volume de produção no mesmo nível de 2020.

“Temos somente orçamentos, sem pedidos. 2020 já foi bem complicado, as vendas caíram drasticamente, boa parte do faturamento nesse período vem da venda ao consumidor final, porém com as lojas todas fechadas perdemos o faturamento total desses pontos de vendas, mesmo utilizando canais de vendas como delivery, venda online e outros”, explicou.

Reportagem: Priscila Caldas

Leia mais:

COMPARTILHE