quarta-feira, 23 de setembro de 2026

Partidos discutem federações e mexem na política do Amazonas

PSDB e Cidadania encaminharam a união, mas tucanos conversam nesta terça-feira com outros partidos visando fortalecer a candidatura do governador João Doria.
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Doria e Simone Tebet (Foto: Reprodução)

Os partidos seguem, nesta terça-feira (22), a sete meses da eleição, as conversas para a formação de federações para a eleição proporcional (deputados estaduais e federais) ou mesmo coligações para as majoritárias (governo, senado e presidência). Hoje, por exemplo, líderes do MDB, PSDB e União Brasil na Câmara Federal se reúnem para analisar a viabilidade de candidaturas estaduais conjuntas.

O movimento ocorre poucos dias após o PSDB e o Cidadania alinharem o discurso para a formação de uma federação, já aprovada pelo Diretório Nacional do Cidadania, mas que falta ser referendada pelos tucanos oficialmente. Os dois partidos têm candidatos à presidência: o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o senador por Sergipe Alessandro Vieira (Cidadania).

Sucessor do Partido Comunista Brasileiro (PCB), o “Pecebão”, e do Partido Popular Socialista (PPS), o Cidadania concordou em abrir mão da candidatura de Alessandro, mas a aproximação dos tucanos com o MDB pode colocar a senadora Simone Tebet (MDB/MS) no jogo da sucessão do presidente Jair Bolsonaro e na chapa de Doria.

No Amazonas, a formação dessas federações envolve candidaturas majoritárias (para governo e senado) e proporcionais. PSDB e Cidadania não terão confronto de interesses aqui no Amazonas, uma vez que o ex-prefeito de Manaus Arthur Neto deve ser candidato ao Governo do Estado ou ao Senado ( ele ainda não se decidiu). Na eleição proporcional a meta dessa federação de partidos seria reeleger a deputada estadual Terezinha Ruiz (PSDB) e “promover” o vereador William Alemão para a Assembleia Legislativa.

Se essa federação incluir o MDB, para acomodar Simone Tebet, e o União Brasil, que ainda não decidiu que rumo vai tomar, os conflitos começarão no Amazonas. O principal será a oposição entre os interesses de Arthur Neto e do senador Eduardo Braga, candidato ao Governo do Estado. Uma aliança entre estes partidos não é impossível, mas bem difícil em função do relacionamento deles no passado, como na eleição de 2010 quando Braga trabalhou para eleger a ex-senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB) e tirou Arthur do Senado.

O União Brasil, que surgiu da fusão do PSL com o DEM, não tem rumos definidos no Estado. O ingresso do ex-governador Amazonino Mendes no partido era dada como certa até novembro do ano passado, mas subiu no telhado e ninguém mais fala disso no entorno dele. Essa indefinição trava também as candidaturas dos deputados estaduais Wilker Barreto e Dermilson Chagas, que buscarão a reeleição, mas ainda não definirão se irão para o UB.

Texto: Gerson Severo Dantas

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